APLV em Lactentes: Manejo no Aleitamento Materno

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Uma criança de dois meses de idade, em aleitamento materno exclusivo, é avaliada na consulta de puericultura. A mãe refere que vem apresentando ocasionalmente cólica, irritabilidade e choro excessivo, além de raias de sangue nas fezes na última semana. Estado geral satisfatório e ganho de peso adequado. Qual a recomendação inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Orientar a manutenção do aleitamento e recomendar uma dieta de restrição para a mãe.
  2. B) Recomendar a utilização da proteína isolada de soja.
  3. C) Prescrever fórmulas com proteína extensamente hidrolisada do leite de vaca.
  4. D) Prescrever fórmula elementar a base de aminoácidos. 
  5. E) Suspender amamentação por 15 dias; prescrever leite com baixos teores de proteínas.

Pérola Clínica

APLV em aleitamento materno → Dieta de exclusão materna de proteínas do leite de vaca (PLV) e soja.

Resumo-Chave

Em lactentes com suspeita de APLV, mesmo com ganho de peso adequado, a presença de sangue nas fezes e sintomas gastrointestinais leves justifica a dieta de exclusão materna como primeira linha, mantendo o aleitamento materno.

Contexto Educacional

A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, afetando cerca de 2-3% dos lactentes. É uma reação imunológica adversa às proteínas do leite de vaca, que pode se manifestar de diversas formas, desde reações imediatas (urticária, angioedema) até tardias (proctocolite, enteropatia). A proctocolite alérgica, caracterizada por sangue nas fezes, é uma forma comum em lactentes amamentados. O diagnóstico da APLV é clínico, baseado na suspeita e na resposta à dieta de exclusão. Em lactentes em aleitamento materno exclusivo, as proteínas do leite de vaca ingeridas pela mãe podem passar para o leite materno e desencadear sintomas. A presença de raias de sangue nas fezes, cólica e irritabilidade, mesmo com bom estado geral e ganho de peso adequado, é altamente sugestiva de proctocolite alérgica. A conduta inicial mais adequada é a manutenção do aleitamento materno, com a mãe realizando uma dieta de exclusão rigorosa de proteínas do leite de vaca (e derivados) por 2 a 4 semanas. A melhora dos sintomas confirma o diagnóstico. A introdução de fórmulas extensamente hidrolisadas ou elementares é reservada para casos em que a dieta materna não é eficaz ou em lactentes que não são amamentados.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de APLV em um lactente amamentado?

Os sinais incluem cólica, irritabilidade, choro excessivo, regurgitação, diarreia e, classicamente, raias de sangue nas fezes, mesmo com bom ganho ponderal.

Qual a conduta inicial para suspeita de APLV em aleitamento materno?

A conduta inicial é a manutenção do aleitamento materno com uma dieta de exclusão de proteínas do leite de vaca (e, por vezes, soja) para a mãe por 2 a 4 semanas.

Por que não suspender o aleitamento materno na APLV?

O aleitamento materno deve ser mantido devido aos seus inúmeros benefícios. A dieta de exclusão materna é eficaz para controlar os sintomas na maioria dos casos de proctocolite alérgica.

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