SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
Lactente com 2 meses de vida, em aleitamento materno exclusivo e com história familiar de atopia, evolui com sangue nas fezes, regurgitações frequentes e xerose sugestivos de Alergia à Proteína do Leite de Vaca. Qual a conduta MAIS INDICADA, neste momento:
APLV em AM exclusivo → dieta de exclusão materna PLV (4-8 sem) + teste de provocação.
Em lactentes com suspeita de APLV em aleitamento materno exclusivo, a conduta inicial mais indicada é a dieta de exclusão de proteína do leite de vaca pela mãe por 4-8 semanas, seguida de teste de provocação oral para confirmação diagnóstica.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, com manifestações clínicas diversas que podem afetar o sistema gastrointestinal, cutâneo e respiratório. A história familiar de atopia é um fator de risco importante, e a suspeita clínica é fundamental para o diagnóstico precoce. Em lactentes em aleitamento materno exclusivo com suspeita de APLV, a conduta inicial mais adequada é a dieta de exclusão da proteína do leite de vaca (PLV) pela mãe. Essa dieta deve ser mantida por 4 a 8 semanas, observando a melhora dos sintomas do bebê. Exames como RAST IgE específico geralmente não são úteis para APLV não-IgE mediada, que é a forma mais comum. Após a melhora clínica com a dieta de exclusão, o diagnóstico de APLV é confirmado pelo teste de provocação oral, onde a PLV é reintroduzida sob supervisão médica. Para residentes, é crucial dominar o manejo da APLV, garantindo a nutrição adequada do lactente e da mãe, e evitando intervenções desnecessárias como a introdução precoce de fórmulas especiais.
Os sintomas de APLV são variados e podem incluir manifestações gastrointestinais (sangue nas fezes, regurgitação, diarreia), cutâneas (xerose, urticária, eczema) e respiratórias (chiado, rinite).
A proteína do leite de vaca consumida pela mãe pode passar para o leite materno e desencadear sintomas no bebê. A exclusão materna permite observar a melhora clínica antes de considerar outras intervenções.
O diagnóstico definitivo de APLV é realizado através do teste de provocação oral, após um período de dieta de exclusão e melhora dos sintomas. A reintrodução da proteína e o reaparecimento dos sintomas confirmam a alergia.
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