UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Lactente, 2 meses de vida, em aleitamento materno exclusivo, apresentou quadro de sangramento vermelho vivo nas fezes e desconforto durante as evacuações. Após o segundo episódio de sangramento, foi orientado suspender da dieta materna produtos com leite de vaca e seus derivados. Não foram mais observados sangramento nas fezes após 24 horas do início da dieta materna. Apesar da melhora clínica, o médico orienta a necessidade do correto diagnóstico do quadro.Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o procedimento para obter esse diagnóstico.
APLV em lactente amamentado → diagnóstico = dieta exclusão materna + teste provocação oral (reintrodução).
O diagnóstico definitivo de APLV, mesmo após melhora com dieta de exclusão materna, requer a reintrodução do alérgeno (leite de vaca) para confirmar a relação causal entre a exposição e os sintomas. Isso é crucial para evitar dietas restritivas desnecessárias.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, afetando cerca de 2-3% dos lactentes. É uma condição imunomediada que ocorre após a ingestão de proteínas do leite de vaca, seja diretamente ou através do leite materno. A APLV pode se manifestar de diversas formas, desde sintomas gastrointestinais (sangramento nas fezes, diarreia, vômitos) até cutâneos (dermatite atópica) e respiratórios. Seu reconhecimento precoce e manejo adequado são fundamentais para o bem-estar do lactente e da família. O diagnóstico de APLV em lactentes amamentados inicia-se com a suspeita clínica baseada nos sintomas e na resposta a uma dieta de exclusão materna de leite de vaca e seus derivados. A melhora dos sintomas com a dieta de exclusão é um forte indicativo, mas não é diagnóstica por si só. Para a confirmação, é essencial realizar um teste de provocação oral, que consiste na reintrodução controlada do leite de vaca na dieta materna após um período de exclusão, observando o reaparecimento dos sintomas. Exames como IgE específica para leite de vaca podem auxiliar, mas não são definitivos para todas as formas de APLV (especialmente as não-IgE mediadas). O tratamento da APLV consiste na exclusão completa das proteínas do leite de vaca da dieta do lactente e, se amamentado, da dieta materna. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das crianças desenvolvendo tolerância até os 5 anos de idade. É importante o acompanhamento nutricional para garantir a adequação da dieta materna e infantil, além de orientar sobre a leitura de rótulos e a prevenção de contaminação cruzada. A reintrodução deve ser sempre orientada por um profissional de saúde.
Os sintomas de APLV em lactentes amamentados podem incluir sangramento nas fezes, desconforto abdominal, diarreia, vômitos, dermatite atópica e baixo ganho de peso.
O diagnóstico de APLV em lactentes amamentados envolve uma dieta de exclusão de leite de vaca e derivados pela mãe, seguida por um teste de provocação oral com reintrodução do alérgeno para confirmar a relação.
O teste de provocação oral é crucial para confirmar o diagnóstico de APLV, diferenciando-a de outras condições e evitando dietas restritivas prolongadas e desnecessárias que podem impactar a nutrição materna e infantil.
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