UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Lactente foi exposto a fórmula infantil, à base de leite de vaca, pela primeira vez aos 15 dias de vida e, após 12 horas do contato, apresentou muco nas fezes e irritabilidade ao evacuar, sem lesões de pele ou sintomas respiratórios. Com 1 mês de vida, foi novamente exposto a fórmula infantil e, no dia seguinte, eliminou fezes com a presença de muco e raias de sangue, além do aumento da frequência evacuatória.Assinale a alternativa que explica, corretamente, qual reação adversa ao leite de vaca o paciente apresentou.
Lactente com muco/sangue nas fezes após fórmula láctea → APLV não IgE mediada (proctocolite alérgica).
Os sintomas de muco e raias de sangue nas fezes, irritabilidade e aumento da frequência evacuatória em lactentes após exposição a proteínas do leite de vaca são característicos da Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) não mediada por IgE, como a proctocolite alérgica, que envolve inflamação intestinal com eosinófilos.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, afetando lactentes e crianças pequenas. Ela se manifesta quando o sistema imunológico reage de forma adversa às proteínas presentes no leite de vaca. A APLV pode ser classificada em IgE mediada, não IgE mediada ou mista, com diferentes mecanismos fisiopatológicos e apresentações clínicas. A APLV não IgE mediada, como a proctocolite alérgica, é caracterizada por reações de hipersensibilidade tardia, envolvendo células do sistema imune (como linfócitos T e eosinófilos) e não anticorpos IgE. Os sintomas são predominantemente gastrointestinais, incluindo muco e raias de sangue nas fezes, diarreia, vômitos e irritabilidade, geralmente surgindo horas ou dias após a ingestão do leite de vaca. A presença de eosinófilos na mucosa intestinal é um achado comum na biópsia, refletindo a inflamação local. O manejo da APLV não IgE mediada baseia-se na exclusão completa das proteínas do leite de vaca da dieta do lactente. Se amamentado, a mãe deve seguir uma dieta de exclusão; se em uso de fórmula, deve-se optar por fórmulas extensamente hidrolisadas ou de aminoácidos. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das crianças desenvolvendo tolerância ao leite de vaca por volta dos 1 a 3 anos de idade. O acompanhamento médico é essencial para garantir o crescimento e desenvolvimento adequados e para orientar a reintrodução gradual do leite.
Os sintomas mais comuns da APLV não IgE mediada em lactentes incluem manifestações gastrointestinais como muco e raias de sangue nas fezes, diarreia, vômitos, irritabilidade e dor abdominal, geralmente de início tardio após a ingestão do alérgeno.
O diagnóstico de APLV não IgE mediada é primariamente clínico, baseado na melhora dos sintomas com a exclusão das proteínas do leite de vaca da dieta (da mãe, se amamentado, ou fórmula de aminoácidos/hidrolisada) e na recorrência dos sintomas após a reintrodução. Não há testes laboratoriais específicos.
A APLV não IgE mediada é uma reação imunológica às proteínas do leite, causando inflamação intestinal e podendo levar a sangramento. A intolerância à lactose é uma deficiência enzimática na digestão do açúcar do leite (lactose), resultando em sintomas como diarreia e gases, mas sem envolvimento imunológico ou sangramento.
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