APLV: Escolha da Fórmula Infantil Adequada

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023

Enunciado

A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) tem sido um diagnóstico frequente nos consultórios pediátricos. Diante da impossibilidade de aleitamento materno em lactente com alergia a proteína do leite de vaca, assinale a alternativa correta quanto a fórmula infantil indicada:

Alternativas

  1. A) As fórmulas sem lactose são utilizadas em pacientes com APLV, pois, como o próprio nome diz, não têm lactose na sua composição.
  2. B) As fórmulas com proteína extensamente hidrolisada (ou as fórmulas de aminoácidos quando a hidrolisada não for tolerada) são indicadas no tratamento a APLV não mediadas por IgE.
  3. C) As fórmulas com proteína extensamente hidrolisada são a segunda escolha em pacientes com alergia a proteína do leite de vaca em crianças menores de 6 meses.
  4. D) As fórmulas com proteína de soja podem ser utilizadas na intolerância a lactose e nas alergias mediadas por IgE e não mediadas por IgE. Uma das vantagens no seu uso é a possibilidade de ser oferecida desde o primeiro mês de vida mesmo em prematuros.
  5. E) Na alergia alimentar as fórmulas com proteína de soja podem ser utilizadas em menores de 6 meses de vida.

Pérola Clínica

APLV: Fórmulas extensamente hidrolisadas são 1ª escolha; fórmulas de aminoácidos para casos graves ou refratários.

Resumo-Chave

Em lactentes com APLV sem aleitamento materno, as fórmulas extensamente hidrolisadas são a primeira linha de tratamento. Fórmulas de aminoácidos são reservadas para casos de APLV grave, refratária ou quando há intolerância às hidrolisadas.

Contexto Educacional

A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, com prevalência crescente. É uma reação imunológica adversa às proteínas do leite de vaca, que pode ser mediada por IgE, não mediada por IgE ou mista. O diagnóstico é clínico, baseado na história e na resposta à dieta de exclusão, e pode ser auxiliado por testes cutâneos ou dosagem de IgE específica em casos mediados por IgE. Em lactentes com APLV que não podem ser amamentados, a escolha da fórmula infantil é crucial. As fórmulas extensamente hidrolisadas são a primeira linha de tratamento, pois suas proteínas são quebradas em peptídeos menores, reduzindo a alergenicidade. As fórmulas de aminoácidos são indicadas para casos mais graves, refratários às hidrolisadas, ou quando há múltiplas alergias alimentares. É importante diferenciar APLV de intolerância à lactose, pois fórmulas sem lactose não são adequadas para APLV. As fórmulas de soja não são recomendadas para lactentes com APLV menores de 6 meses de idade devido ao risco de sensibilização e reatividade cruzada com proteínas do leite de vaca, além da preocupação com fitoestrógenos. Elas podem ser consideradas após os 6 meses em casos selecionados de APLV não mediada por IgE. O manejo adequado da APLV é fundamental para garantir o crescimento e desenvolvimento saudáveis do lactente.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre APLV mediada e não mediada por IgE?

A APLV mediada por IgE geralmente apresenta reações imediatas e graves, como urticária, angioedema e anafilaxia. A APLV não mediada por IgE manifesta-se com sintomas gastrointestinais (vômitos, diarreia, sangue nas fezes) e cutâneos (dermatite atópica) de forma mais tardia e crônica.

Quando indicar fórmula de aminoácidos para APLV?

As fórmulas de aminoácidos são indicadas para lactentes com APLV grave, como anafilaxia, enteropatia grave, ou quando há falha terapêutica com fórmulas extensamente hidrolisadas. Elas são a opção mais hipoalergênica disponível.

Fórmulas de soja são seguras para lactentes com APLV?

Fórmulas de soja podem ser usadas em lactentes com APLV não mediada por IgE a partir dos 6 meses de idade, mas não são recomendadas para menores de 6 meses devido ao risco de reatividade cruzada e fitoestrógenos. São contraindicadas em APLV mediada por IgE.

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