HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2023
A Alergia Alimentar (AA) é um tema importante em pediatria, pois se pode associar a significativa morbidade, com impacto negativo na sobrevida e na qualidade de vida da criança, se não for tratada adequadamente. Assim, sobre a alergia à proteína do leite de vaca, é CORRETO afirmar que:
Proctocolite alérgica em lactentes amamentados → proteínas alimentares maternas no leite materno.
A proctocolite alérgica, comum em recém-nascidos e lactentes, frequentemente ocorre em bebês em aleitamento materno exclusivo, sendo causada por proteínas alimentares (como as do leite de vaca) ingeridas pela mãe e que passam para o leite materno.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, representando um desafio diagnóstico e terapêutico em pediatria. Caracteriza-se por uma reação imunológica adversa às proteínas do leite de vaca, podendo manifestar-se de diversas formas, desde reações imediatas mediadas por IgE (como anafilaxia) até reações tardias não mediadas por IgE (como proctocolite alérgica e enteropatia). Sua prevalência varia, mas é uma condição que impacta significativamente a qualidade de vida da criança e da família. O diagnóstico da APLV é essencialmente clínico, baseado na história de exposição ao leite e nas manifestações apresentadas, sendo confirmado pela melhora dos sintomas com a dieta de exclusão e, em alguns casos, por teste de provocação oral. As formas não mediadas por IgE, como a proctocolite alérgica, são particularmente comuns em lactentes em aleitamento materno exclusivo, onde as proteínas do leite de vaca ingeridas pela mãe são transferidas para o leite materno, desencadeando a reação no bebê. O tratamento da APLV consiste na exclusão rigorosa das proteínas do leite de vaca da dieta. Para lactentes amamentados, a mãe deve seguir uma dieta de restrição. Para aqueles em uso de fórmula, são indicadas fórmulas extensamente hidrolisadas ou, em casos mais graves, fórmulas de aminoácidos. É crucial o acompanhamento nutricional para garantir o crescimento e desenvolvimento adequados da criança, além de orientar a família sobre a leitura de rótulos e a prevenção de contaminação cruzada.
As manifestações da APLV são variadas, podendo ser mediadas por IgE (urticária, angioedema, anafilaxia) ou não mediadas por IgE (proctocolite, enteropatia, FPIES), afetando pele, trato gastrointestinal e sistema respiratório.
O tratamento da APLV baseia-se na exclusão das proteínas do leite de vaca da dieta. Em lactentes amamentados, a mãe deve seguir uma dieta de restrição; para os não amamentados, usam-se fórmulas extensamente hidrolisadas ou de aminoácidos.
A APLV é uma reação imunológica às proteínas do leite, enquanto a intolerância à lactose é uma incapacidade de digerir a lactose (açúcar do leite) devido à deficiência da enzima lactase, sem envolvimento do sistema imune.
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