IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Lactente de 4 meses, portador de APLV, com diagnóstico aos 2 meses, é mantido em amamentação exclusiva em seio materno após orientação de mudança alimentar materna. Mãe deseja interromper amamentação, pois retornará ao trabalho e não consegue retirar leite em quantidade suficiente para manter estoque. A orientação que deve ser dada à mãe é:
APLV + impossibilidade de amamentação → Fórmula extensamente hidrolisada.
Na impossibilidade de manter o aleitamento materno em lactentes com APLV, a primeira escolha é a fórmula extensamente hidrolisada para evitar reações alérgicas e garantir aporte nutricional adequado.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum na infância. O padrão-ouro de tratamento é a exclusão da proteína da dieta da criança ou da mãe (se em aleitamento materno). Quando a mãe precisa retornar ao trabalho e não consegue manter o estoque de leite materno, a substituição deve ser feita por fórmulas que minimizem a antigenicidade. As fórmulas extensamente hidrolisadas são processadas para que os peptídeos tenham peso molecular baixo, sendo eficazes em cerca de 90% dos casos. Em situações de falha clínica com a hidrolisada ou em reações mediadas por IgE muito graves, utiliza-se a fórmula de aminoácidos elementares. A transição deve ser acompanhada por pediatra para monitorar o crescimento e a resolução dos sintomas.
A primeira escolha para lactentes com APLV que não podem ser amamentados é a fórmula extensamente hidrolisada. Estas fórmulas contêm proteínas quebradas em pequenos fragmentos (peptídeos) que não são reconhecidos pelo sistema imunológico da criança na maioria dos casos, evitando a reação alérgica. Fórmulas de aminoácidos são reservadas para casos que não respondem à hidrolisada ou com sintomas anafiláticos graves.
A fórmula de soja não é recomendada para lactentes com APLV menores de 6 meses devido ao risco de sensibilização cruzada e à falta de evidências de segurança nutricional nessa faixa etária. Após os 6 meses, pode ser considerada se o paciente não apresentar sintomas gastrointestinais de hipersensibilidade não mediada por IgE.
A introdução alimentar não deve ser antecipada apenas pelo diagnóstico de APLV. A recomendação da OMS e da SBP é manter o aleitamento materno exclusivo ou fórmula adequada até os 6 meses. Antecipar a alimentação sólida aos 4 meses, como sugerido em algumas alternativas, não resolve a necessidade de substituição do leite e pode aumentar o risco de outras alergias.
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