UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
A Alergia Alimentar (AA) é um tema importante em pediatria, pois se pode associar a significativa morbidade, com impacto negativo na sobrevida e na qualidade de vida da criança, se não for tratada adequadamente. Assim, sobre a alergia à proteína do leite de vaca, é CORRETO afirmar que:
Proctocolite alérgica em lactentes amamentados → proteínas alimentares maternas no leite materno são a causa.
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma condição comum em pediatria, com diversas manifestações clínicas. A proctocolite alérgica, uma forma não mediada por IgE, é frequente em lactentes em aleitamento materno exclusivo, onde as proteínas do leite de vaca ingeridas pela mãe são a causa da reação no bebê.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum na infância, afetando cerca de 2-3% dos lactentes. É uma reação imunológica adversa às proteínas do leite de vaca, com um espectro de manifestações clínicas que variam de leves a graves, mediadas ou não por IgE. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para o crescimento e desenvolvimento da criança. A fisiopatologia da APLV envolve uma resposta imune anormal às proteínas do leite (caseína e proteínas do soro). As manifestações clínicas são diversas, incluindo sintomas gastrointestinais (vômitos, diarreia, sangue nas fezes, dor abdominal), cutâneos (urticária, angioedema, dermatite atópica) e respiratórios (sibilância, tosse). A Síndrome da Enterocolite Induzida por Proteína Alimentar (FPIES) é uma forma grave não mediada por IgE, caracterizada por vômitos profusos e letargia após a ingestão do alimento. O tratamento da APLV baseia-se na exclusão completa das proteínas do leite de vaca da dieta. Em lactentes amamentados, a mãe deve seguir uma dieta de exclusão rigorosa. Para aqueles em fórmula, são indicadas fórmulas extensamente hidrolisadas ou de aminoácidos. É fundamental orientar a família sobre a leitura de rótulos e a prevenção de contaminação cruzada, além de monitorar o crescimento e o estado nutricional da criança.
A APLV pode apresentar manifestações cutâneas (urticária, dermatite atópica), gastrointestinais (vômitos, diarreia, sangue nas fezes, dor abdominal) e respiratórias (sibilância, rinite), além de reações anafiláticas graves.
O diagnóstico de APLV é clínico, baseado na história de exposição e sintomas, e confirmado com a dieta de exclusão da proteína do leite de vaca e posterior reintrodução (teste de provocação oral) sob supervisão médica.
A APLV mediada por IgE tem início rápido dos sintomas (minutos a poucas horas) e pode causar anafilaxia, enquanto a não mediada por IgE tem início mais tardio (horas a dias) e geralmente afeta o trato gastrointestinal, como na proctocolite e FPIES.
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