HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Sobre a alergia a proteína do leite de vaca (APLV), marque a alternativa INCORRETA: (Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 (ASBAI)
Fórmulas parcialmente hidrolisadas NÃO são indicadas para tratamento de APLV.
Fórmulas parcialmente hidrolisadas não são adequadas para o tratamento da APLV, pois ainda contêm peptídeos alergênicos. As fórmulas extensamente hidrolisadas são a primeira escolha para APLV, e as de aminoácidos para casos refratários ou graves.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum na infância, afetando cerca de 2-3% dos lactentes. Pode se manifestar de diversas formas, desde reações IgE-mediadas (urticária, angioedema, anafilaxia) até reações não-IgE mediadas (sintomas gastrointestinais como diarreia, vômitos, sangue nas fezes, ou cutâneos como dermatite atópica). O diagnóstico é clínico, com testes complementares para IgE-mediadas. A fisiopatologia envolve uma resposta imunológica anormal às proteínas do leite de vaca. O tratamento baseia-se na exclusão total das proteínas do leite de vaca da dieta da criança. Para lactentes em aleitamento materno, a mãe deve fazer uma dieta de exclusão rigorosa, com suplementação de cálcio e vitamina D. Para lactentes que necessitam de fórmula, as fórmulas extensamente hidrolisadas são a primeira escolha, pois seus peptídeos são pequenos o suficiente para não serem reconhecidos como alérgenos pela maioria dos pacientes. Fórmulas de aminoácidos são reservadas para casos graves ou refratários. Fórmulas de soja não são recomendadas antes dos 6 meses devido ao risco de reatividade cruzada e preocupações com fitoestrógenos. A maioria das crianças supera a APLV até os 5 anos de idade.
As fórmulas extensamente hidrolisadas são a primeira escolha. Para casos mais graves ou refratários, as fórmulas de aminoácidos são indicadas. Fórmulas de soja podem ser consideradas após os 6 meses de idade, se toleradas.
As fórmulas parcialmente hidrolisadas não são hipoalergênicas o suficiente para crianças com APLV, pois ainda contêm peptídeos de leite de vaca que podem desencadear reações alérgicas. Elas são usadas para prevenção em bebês de risco.
O aleitamento materno deve ser mantido, e a mãe deve seguir uma dieta de exclusão rigorosa de leite de vaca e derivados. É fundamental suplementar a mãe com cálcio e vitamina D para evitar deficiências nutricionais.
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