UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Vemos um aumento expressivo no diagnóstico de Alergia a Proteína do Leite de Vaca. Grande maioria dos pacientes que desenvolvem alergia a leite a adquirem em seu primeiro ano de vida, mas cerca de 80% são propensos a superar essa alergia. No entanto, diversas pesquisas sugerem que as crianças estão superando essa alergia com mais lentidão que antes e muitas ainda não toleram a proteína aos 5 anos de idade. Dentre essas proteínas, a principal responsável pela persistência da alergia a proteína do leite de vaca é:
APLV persistente → Caseína é a principal proteína responsável pela manutenção da alergia em crianças mais velhas.
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum na infância, e a caseína é a principal proteína responsável pela persistência da alergia em crianças mais velhas. Isso ocorre porque a caseína é mais resistente à digestão e ao calor, mantendo sua alergenicidade por mais tempo em comparação com as proteínas do soro.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é a alergia alimentar mais comum na primeira infância, afetando cerca de 2-3% das crianças. Embora a maioria das crianças desenvolva tolerância ao leite de vaca até os 3-5 anos de idade, uma parcela significativa pode apresentar persistência da alergia. A APLV pode se manifestar de diversas formas, incluindo reações IgE mediadas (imediatas, como urticária e anafilaxia) e não IgE mediadas (tardias, como enteropatia e proctocolite). As proteínas do leite de vaca são divididas em duas grandes categorias: caseínas e proteínas do soro. As caseínas representam cerca de 80% das proteínas do leite e são termorresistentes, ou seja, não são desnaturadas pelo calor. As proteínas do soro, como a alfa-lactoalbumina e a beta-lactoglobulina, são termolábeis e mais facilmente digeridas. A persistência da APLV em crianças mais velhas é frequentemente associada à sensibilização à caseína. A caseína é considerada a principal responsável pela persistência da alergia porque sua estrutura é mais estável e resistente à digestão e ao processamento térmico, mantendo sua capacidade alergênica por mais tempo. Isso significa que crianças com alergia persistente à caseína tendem a demorar mais para desenvolver tolerância oral. O manejo da APLV envolve a exclusão completa das proteínas do leite de vaca da dieta e, em casos de persistência, a avaliação contínua e a introdução gradual sob supervisão médica.
As principais proteínas alergênicas são a caseína (representando cerca de 80% das proteínas do leite) e as proteínas do soro, como a alfa-lactoalbumina e a beta-lactoglobulina.
A caseína é uma proteína termorresistente e menos suscetível à digestão, o que significa que ela mantém sua estrutura alergênica por mais tempo, dificultando o desenvolvimento de tolerância em algumas crianças.
A alergia IgE mediada manifesta-se rapidamente com sintomas como urticária, angioedema e anafilaxia. A não IgE mediada tem início mais tardio, com sintomas gastrointestinais (vômitos, diarreia, sangue nas fezes) e cutâneos (dermatite atópica).
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