HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
Com relação às reações adversas ao leite de vaca, assinale a alternativa correta.
Fórmulas de aminoácidos livres = única opção sem potencial alergênico para APLV grave.
As fórmulas de aminoácidos livres são a opção terapêutica mais segura para lactentes com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) grave ou refratária, pois não contêm proteínas intactas ou hidrolisadas que possam desencadear reações alérgicas. Outras manifestações de APLV são mais comuns em lactentes e pré-escolares, e a esofagite eosinofílica pode ocorrer em qualquer idade.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, afetando principalmente lactentes e pré-escolares. Caracteriza-se por uma resposta imunológica adversa às proteínas do leite de vaca, que pode ser mediada por IgE (reações imediatas) ou não mediada por IgE (reações tardias), ou mista. As manifestações clínicas são diversas, abrangendo sistemas cutâneo (urticária, angioedema, dermatite atópica), gastrointestinal (vômitos, diarreia, constipação, sangue nas fezes, dor abdominal) e respiratório (sibilância, rinite). O diagnóstico da APLV baseia-se na história clínica, exame físico e, muitas vezes, em testes de provocação oral. O tratamento primário consiste na exclusão completa das proteínas do leite de vaca da dieta da criança e, se for o caso, da mãe que amamenta. Para lactentes que não são amamentados, a escolha da fórmula é crucial. Fórmulas extensamente hidrolisadas são a primeira linha, mas em casos de APLV grave, refratária ou com múltiplas alergias, as fórmulas de aminoácidos livres são a única opção totalmente hipoalergênica, pois não contêm peptídeos que possam desencadear reações. A esofagite eosinofílica, embora possa ocorrer em qualquer idade, é uma condição inflamatória crônica do esôfago que frequentemente tem um componente alérgico alimentar, sendo a proteína do leite de vaca um gatilho comum. É importante ressaltar que as manifestações gastrointestinais da APLV são frequentemente de tipo tardio (não mediadas por IgE), e não predominantemente imediatas. A maioria das crianças com APLV desenvolve tolerância ao leite de vaca até os 5 anos de idade, mas o acompanhamento médico é fundamental.
As manifestações da APLV são variadas e podem ser cutâneas (urticária, angioedema, dermatite atópica), gastrointestinais (vômitos, diarreia, sangue nas fezes, dor abdominal) ou respiratórias (sibilância, rinite).
São indicadas para casos de APLV grave, refratária às fórmulas extensamente hidrolisadas, ou em pacientes com múltiplas alergias alimentares.
Sim, a esofagite eosinofílica é uma condição inflamatória crônica do esôfago frequentemente desencadeada por alérgenos alimentares, sendo a proteína do leite de vaca um dos principais gatilhos em crianças e adultos.
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