UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Lactente, sexo feminino, doze meses, é trazido à unidade básica de saúde para realizar vacinação de rotina. Sua mãe refere que, aos seis meses, ao iniciar alimentação complementar, apresentou “vermelhidão” no pescoço e ombros, que foi relacionado à ingestão de ovo, e o pediatra orientou a retirar ovos e derivados da alimentação do lactente e da mãe. O técnico responsável pergunta se pode aplicar a vacina. A sua conduta, nesse caso, deverá ser
Reação cutânea leve ao ovo ≠ anafilaxia; não contraindica vacinação de rotina.
Apenas história de anafilaxia grave ao ovo contraindica ou exige precauções especiais para vacinas que contêm proteína do ovo (como tríplice viral e febre amarela). Uma 'vermelhidão' isolada não configura anafilaxia e não impede a vacinação de rotina.
A alergia ao ovo é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, mas a maioria das crianças supera essa condição. É fundamental que profissionais de saúde saibam diferenciar reações alérgicas leves de anafilaxia, especialmente no contexto da vacinação, para evitar a perda de oportunidades de imunização e garantir a proteção da criança contra doenças preveníveis por vacina. A prevalência de alergia ao ovo varia, mas é um fator importante a ser considerado no calendário vacinal. O diagnóstico de anafilaxia é clínico e baseia-se na presença de sintomas graves e de rápida progressão envolvendo dois ou mais sistemas orgânicos após a exposição ao alérgeno. Uma simples 'vermelhidão' ou urticária localizada não configura anafilaxia. A história clínica detalhada é crucial para determinar o risco e a conduta adequada. Testes de IgE específica para ovo podem auxiliar no diagnóstico de alergia, mas não definem a gravidade da reação. A conduta para vacinação em crianças com alergia ao ovo depende da gravidade da reação prévia. Em casos de reações leves, a vacinação pode ser realizada normalmente. Para história de anafilaxia grave, a vacina tríplice viral e a de febre amarela podem exigir administração em ambiente hospitalar, com equipe preparada para intervir em caso de reação. É essencial seguir as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e consultar especialistas em alergia/imunologia quando houver dúvidas.
As vacinas que contêm proteína do ovo são a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a vacina contra febre amarela. A vacina contra influenza também pode conter traços, mas as recomendações atuais permitem sua administração mesmo em alérgicos.
Para reações leves (ex: urticária localizada), a vacinação pode ser realizada em ambiente ambulatorial, sem necessidade de testes prévios ou precauções especiais. Apenas anafilaxia grave exige avaliação e, possivelmente, vacinação em ambiente hospitalar.
Reações alérgicas leves incluem urticária localizada, eritema ou prurido. Anafilaxia é uma reação sistêmica grave, com envolvimento de múltiplos sistemas (respiratório, cardiovascular, gastrointestinal, cutâneo generalizado), como broncoespasmo, hipotensão, vômitos e urticária disseminada.
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