FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
De acordo com o consenso brasileiro sobre alergia alimentar, a principal vantagem da utilização de fórmulas extensamente hidrolisadas em comparação com fórmulas parcialmente hidrolisadas no manejo de alergia ao leite de vaca em lactentes é:
APLV em lactentes: Fórmulas extensamente hidrolisadas → mais eficazes na indução de tolerância oral.
Fórmulas extensamente hidrolisadas possuem proteínas do leite de vaca quebradas em peptídeos muito pequenos, o que reduz significativamente sua alergenicidade e as torna adequadas para o tratamento da APLV, favorecendo a indução de tolerância. Fórmulas parcialmente hidrolisadas não são indicadas para tratamento de APLV.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) é uma das alergias alimentares mais comuns na infância, afetando cerca de 2-3% dos lactentes. Seu manejo adequado é crucial para o crescimento e desenvolvimento da criança, além de prevenir complicações. O diagnóstico baseia-se na história clínica e na resposta à dieta de exclusão, seguida de teste de provocação oral. A fisiopatologia da APLV envolve uma resposta imunológica anormal às proteínas do leite de vaca, mediada ou não por IgE. O tratamento primário é a exclusão do leite de vaca da dieta do lactente e da mãe, se amamentando. Quando o aleitamento materno não é possível ou suficiente, a escolha da fórmula é fundamental. Fórmulas extensamente hidrolisadas são a primeira escolha para o tratamento da APLV, pois seus peptídeos pequenos reduzem a alergenicidade e promovem a indução de tolerância. É um erro comum confundir fórmulas parcialmente hidrolisadas com as extensamente hidrolisadas. As fórmulas parcialmente hidrolisadas, com peptídeos maiores, não são indicadas para o tratamento da APLV estabelecida, sendo seu uso restrito à prevenção de alergias em lactentes de alto risco. A indução de tolerância oral é um objetivo terapêutico importante na APLV, visando a reintrodução segura do leite de vaca na dieta da criança.
Fórmulas parcialmente hidrolisadas são para prevenção de alergias em lactentes de risco, enquanto as extensamente hidrolisadas são para tratamento de alergias estabelecidas, como a APLV.
Elas contêm proteínas do leite de vaca quebradas em peptídeos menores que 1500-3000 Da, minimizando a capacidade de desencadear uma reação alérgica e auxiliando na indução de tolerância.
A indução de tolerância refere-se ao processo de fazer com que o sistema imunológico aceite um alérgeno após uma reação, enquanto a prevenção busca evitar o desenvolvimento da alergia em indivíduos de risco.
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