ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2022
De acordo com DUNCAN et al., sobre a alergia alimentar em crianças, analisar a sentença abaixo: A alergia alimentar pode ocorrer mesmo que a criança esteja em amamentação exclusiva (1ª parte). Os principais alimentos implicados na alergia em crianças em amamentação exclusiva são leite de vaca e derivados, nozes, ovos e trigo que, ingeridos pela mãe, podem passar razoavelmente intactos para o leite materno e sensibilizar o bebê (2ª parte). Suspeita-se mais de alergia alimentar quando o choro e a irritação do lactante vão se intensificando com o correr dos dias e surgem durante ou logo após as mamadas (3ª parte). A sentença está:
Alergia alimentar pode ocorrer em amamentação exclusiva; alérgenos maternos passam para o leite e causam sintomas progressivos.
É crucial reconhecer que a amamentação exclusiva não protege totalmente contra a alergia alimentar, pois proteínas alergênicas ingeridas pela mãe podem ser transferidas para o leite materno. A suspeita aumenta com a intensificação do choro e irritabilidade do lactente, especialmente durante ou após as mamadas, indicando uma reação progressiva.
A alergia alimentar em crianças é uma condição crescente, com implicações significativas para a saúde pediátrica. É fundamental que residentes e profissionais de saúde compreendam que, mesmo em amamentação exclusiva, a criança pode desenvolver alergia alimentar. Isso ocorre porque proteínas alergênicas da dieta materna, como as do leite de vaca, ovos, trigo e nozes, podem ser transferidas para o leite materno em quantidades suficientes para sensibilizar o lactente. A prevalência e a gravidade das alergias alimentares variam, mas o reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por IgE ou não-IgE a proteínas alimentares específicas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história detalhada da dieta materna e dos sintomas do bebê. A suspeita deve ser alta quando o choro e a irritabilidade do lactente se intensificam progressivamente e ocorrem durante ou logo após as mamadas, acompanhados de outros sinais como alterações cutâneas (eczema), gastrointestinais (vômitos, diarreia, sangue nas fezes) ou respiratórias. Testes complementares podem ser úteis para confirmar a sensibilização, mas a eliminação dietética e o teste de provocação oral são os pilares diagnósticos. O tratamento inicial envolve a exclusão do alimento suspeito da dieta materna, com acompanhamento rigoroso dos sintomas do bebê. Em casos mais graves ou quando a dieta materna restritiva não é suficiente, pode ser necessária a introdução de fórmulas hidrolisadas ou de aminoácidos. O prognóstico varia, com muitas alergias alimentares (especialmente ao leite e ovo) sendo superadas na infância, enquanto outras (como a nozes) tendem a ser persistentes. A educação dos pais e o suporte nutricional são essenciais para garantir o crescimento e desenvolvimento adequados da criança.
Os principais alérgenos que podem ser transferidos para o leite materno e sensibilizar o bebê incluem proteínas do leite de vaca e seus derivados, ovos, trigo e nozes. A mãe deve estar atenta à sua dieta se houver suspeita de alergia no lactente.
A suspeita de alergia alimentar em lactentes amamentados surge quando há um padrão de choro e irritabilidade que se intensifica progressivamente ao longo dos dias, manifestando-se durante ou logo após as mamadas. Outros sintomas podem incluir alterações gastrointestinais, cutâneas ou respiratórias.
Não, a amamentação exclusiva não previne totalmente a alergia alimentar. Embora o leite materno seja o alimento ideal e protetor, proteínas alergênicas da dieta da mãe podem passar para o leite e sensibilizar o bebê, levando ao desenvolvimento de reações alérgicas.
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