UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Sobre alergia alimentar, é incorreto afirmar:
Alergia alimentar → calprotectina fecal ↓ após dieta de exclusão, não ↑.
A calprotectina fecal é um marcador de inflamação intestinal. Em casos de alergia alimentar, a remoção do alérgeno (dieta de exclusão) leva à redução da inflamação e, consequentemente, à diminuição dos níveis de calprotectina fecal, e não ao aumento.
A alergia alimentar é uma reação adversa a alimentos que envolve mecanismos imunológicos, afetando uma parcela significativa da população, especialmente crianças. Sua importância clínica reside na variedade de manifestações e na necessidade de um diagnóstico preciso para evitar restrições alimentares desnecessárias e garantir o desenvolvimento adequado. Pode ser mediada por IgE, não mediada por IgE ou mista. O diagnóstico da alergia alimentar é complexo e envolve história clínica detalhada, testes cutâneos (prick test, prick-to-prick para alimentos in natura), dosagem de IgE específica e, em alguns casos, testes de provocação oral. A calprotectina fecal é um biomarcador de inflamação intestinal que pode ser útil no monitoramento da resposta à dieta de exclusão em alergias não IgE mediadas, como a enterocolite induzida por proteína alimentar, onde sua redução indica melhora. O tratamento da alergia alimentar baseia-se na exclusão do alimento agressor da dieta. A esofagite eosinofílica, uma forma de alergia alimentar mista, requer manejo dietético e, por vezes, farmacológico com inibidores de bomba de prótons ou corticosteroides tópicos. O prognóstico varia conforme o tipo e gravidade da alergia, sendo crucial o acompanhamento nutricional e médico.
A calprotectina fecal é um marcador de inflamação intestinal, útil para monitorar a resposta à dieta de exclusão. A alfa-1 antitripsina fecal não tem valor diagnóstico definido para alergia alimentar.
Após o início de uma dieta de exclusão eficaz, espera-se uma diminuição nos valores de calprotectina fecal, indicando redução da inflamação intestinal.
A esofagite eosinofílica é caracterizada por disfagia, impactação alimentar, vômitos e presença de mais de 15 eosinófilos por campo de grande aumento em biópsia esofágica.
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