São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Um menino de 5 anos é trazido ao consultório com história de episódios repetidos de urticária e angioedema após ingestão de alimentos. A mãe relata que os episódios são mais graves quando o menino consome amendoins. Qual é a conduta mais apropriada para confirmar a alergia alimentar e orientar a família sobre o manejo futuro?
Suspeita de alergia alimentar grave (amendoim) → Teste de prick + evitação estrita + epinefrina autoinjetável.
Em casos de suspeita de alergia alimentar grave, como a amendoim, a confirmação diagnóstica por testes específicos (prick test ou IgE sérica) é essencial. A conduta inclui a evitação rigorosa do alérgeno e a prescrição de epinefrina autoinjetável para manejo de reações anafiláticas.
A alergia alimentar é uma resposta imunológica adversa a proteínas alimentares, que pode variar de sintomas leves a reações graves e potencialmente fatais, como a anafilaxia. Em crianças, a prevalência tem aumentado, e alimentos como amendoim, leite, ovo e trigo são os mais comuns. O diagnóstico preciso é fundamental para um manejo adequado e para evitar restrições dietéticas desnecessárias. O diagnóstico envolve uma anamnese detalhada, que correlaciona a ingestão do alimento com o aparecimento dos sintomas. Testes complementares, como o teste de prick cutâneo e a dosagem de IgE específica sérica, auxiliam na identificação dos alérgenos. O teste de provocação oral, realizado em ambiente controlado, é considerado o "padrão-ouro" para confirmar a alergia, mas é reservado para casos específicos devido ao risco de reações. O manejo da alergia alimentar inclui a evitação rigorosa do alimento desencadeante, educação da família sobre leitura de rótulos e contaminação cruzada, e a prescrição de epinefrina autoinjetável para pacientes com risco de anafilaxia. É essencial que a família saiba como e quando usar a epinefrina, além de ter um plano de ação para emergências.
O diagnóstico de alergia alimentar geralmente envolve a história clínica detalhada, testes cutâneos de puntura (prick test) e/ou dosagem de IgE específica sérica. Em casos selecionados, o teste de provocação oral supervisionado pode ser necessário para confirmação.
A epinefrina autoinjetável é o tratamento de primeira linha para reações alérgicas graves, como a anafilaxia. Sua prescrição é crucial para pacientes com risco de reações sistêmicas, permitindo o tratamento imediato em caso de exposição acidental ao alérgeno.
A evitação estrita do alérgeno é a principal medida para prevenir reações alérgicas em pacientes diagnosticados. Mesmo pequenas quantidades do alimento podem desencadear reações graves, especialmente em alergias como a de amendoim, que tendem a ser persistentes e severas.
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