AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Sobre a alergia alimentar, analise as alternativas abaixo: I. É mais comum em meninos. II. A exposição precoce aos alérgenos mostra-se protetora. III. O aleitamento materno apresenta um efeito protetor evidente. IV. Pacientes com dermatite atópica têm maior chance de desenvolverem. Quais estão corretas?
Exposição precoce a alérgenos + Aleitamento materno → Proteção contra alergia alimentar.
A introdução precoce de alimentos alergênicos (4-6 meses) e a manutenção do aleitamento materno são estratégias atuais para indução de tolerância oral.
A alergia alimentar é uma resposta imunológica adversa a proteínas alimentares. Epidemiologicamente, observa-se uma maior prevalência em meninos na infância. A visão moderna da alergologia enfatiza que a restrição dietética materna durante a gestação ou lactação não previne alergias no lactente. O manejo atual foca na 'Hipótese da Higiene' e na integridade da barreira cutânea. O controle rigoroso da dermatite atópica e a introdução alimentar diversificada enquanto a criança ainda está sob proteção do aleitamento materno são as recomendações padrão das principais sociedades de pediatria e alergia do mundo.
Não. Evidências científicas robustas (como o estudo LEAP) demonstraram que o atraso na introdução de alimentos potencialmente alergênicos aumenta a incidência de alergias. A janela de oportunidade para indução de tolerância ocorre entre os 4 e 6 meses de idade.
Pacientes com dermatite atópica apresentam uma barreira cutânea defeituosa. A teoria da 'exposição dupla' sugere que a sensibilização alérgica ocorre através da pele inflamada, enquanto a tolerância ocorre através do trato gastrointestinal. Por isso, crianças com dermatite grave têm maior risco de alergia alimentar.
Sim. O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é um fator protetor bem estabelecido, pois fornece anticorpos IgA, citocinas moduladoras e promove uma microbiota intestinal saudável, fatores essenciais para o desenvolvimento da imunidade e tolerância oral.
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