UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
Em maio de 2022, um surto de Monkey Pox foi identificado, com o acometimento de indivíduos em diversos países. O aleitamento materno deve ser analisado de acordo com o quadro clínico materno e do RN. No caso da mãe, com a doença em atividade sintomática e/ou em isolamento, seguindo as recomendações atuais, é INCORRETO afirmar que:
Mãe com Monkey Pox ativa → Aleitamento materno contraindicado; incentivar expressão para manter lactação.
Em casos de Monkey Pox ativa na mãe, o aleitamento materno direto é contraindicado devido ao risco de transmissão viral. O leite extraído também deve ser descartado. No entanto, é crucial incentivar a expressão das mamas para manter a lactação, permitindo a amamentação após o término do isolamento e resolução da doença.
A Monkey Pox (varíola dos macacos) é uma doença viral que, em 2022, causou um surto global, levantando questões importantes sobre a transmissão e o manejo em populações vulneráveis, como gestantes e recém-nascidos. A decisão sobre o aleitamento materno em mães com Monkey Pox ativa é crítica e deve ser baseada nas recomendações de saúde pública para prevenir a transmissão vertical. A transmissão da Monkey Pox ocorre principalmente por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou materiais contaminados. Em mães com doença ativa e/ou em isolamento, o contato direto com o recém-nascido, incluindo a amamentação, é contraindicado devido ao risco de transmissão. Embora a presença do vírus no leite materno não seja totalmente compreendida, a recomendação atual é de descarte do leite extraído. As recomendações atuais enfatizam que, enquanto o aleitamento materno estiver contraindicado, o leite extraído deve ser descartado como resíduo infectado. Contudo, é fundamental incentivar a mãe a manter a expressão das mamas para preservar a lactação, permitindo que ela possa amamentar após a resolução da doença e o término do período de isolamento. Nesse ínterim, o recém-nascido deve ser alimentado com leite humano pasteurizado ou fórmula infantil apropriada.
Se a mãe tem Monkey Pox ativa, há risco de transmissão do vírus para o recém-nascido através do contato direto durante a amamentação ou, teoricamente, através do leite materno. A doença pode ser grave em neonatos, justificando a contraindicação do aleitamento direto.
Para manter a lactação durante o isolamento, a mãe deve ser incentivada a realizar a expressão regular do leite materno, seja manualmente ou com bomba. Esse leite, no entanto, deve ser descartado enquanto a doença estiver ativa e o aleitamento contraindicado.
Enquanto o aleitamento materno estiver contraindicado, as alternativas para alimentar o RN incluem o uso de leite humano pasteurizado de banco de leite (se disponível e apropriado) ou fórmula infantil, conforme a orientação médica e as necessidades do bebê.
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