FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
O Ministério da Saúde do Brasil refere que “o aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil. Entretanto, algumas situações merecem manejo especial da amamentação”. Dessa forma, recomenda-se que,
Abscesso mamário → amamentar na mama sadia; na afetada, se indolor e após drenagem.
O aleitamento materno é incentivado mesmo em muitas situações desafiadoras. No caso de abscesso mamário, a amamentação na mama afetada pode continuar após drenagem e se não houver dor intensa, mantendo-se na mama sadia. Infecções como candidíase ou herpes (se lesões distantes da aréola) geralmente não contraindicam a amamentação.
O aleitamento materno é amplamente reconhecido como a intervenção mais eficaz para reduzir a morbimortalidade infantil, promovendo vínculo, afeto e nutrição ideais. Contudo, algumas situações clínicas exigem manejo especial para garantir a segurança e o bem-estar tanto da mãe quanto do bebê, sem comprometer os benefícios da amamentação sempre que possível. É crucial que os profissionais de saúde estejam aptos a orientar as mães nessas circunstâncias. No caso de abscesso mamário, que é uma complicação da mastite, a intervenção médica rápida com drenagem é essencial. A recomendação é que a mãe continue amamentando na mama sadia. Na mama comprometida, a amamentação pode ser mantida após a drenagem do abscesso e se a sucção não for excessivamente dolorosa. Se a dor for intensa, a amamentação na mama afetada pode ser temporariamente interrompida até a melhora da dor, mas a ordenha manual ou com bomba deve ser incentivada para manter a produção de leite e auxiliar na recuperação. Outras situações especiais incluem infecções. Na candidíase mamária, o aleitamento não deve ser suspenso; a mãe e o bebê devem ser tratados simultaneamente com antifúngicos. No fenômeno de Raynaud dos mamilos, a amamentação não é contraindicada, e o manejo visa aliviar a dor e melhorar o fluxo sanguíneo. Para a criança portadora de galactosemia, o aleitamento materno é contraindicado, pois o leite materno contém lactose, que é metabolizada em galactose, sendo prejudicial ao bebê. Em infecção herpética com vesículas na mama, a amamentação na mama afetada é suspensa até que as lesões sequem, mas pode ser mantida na mama sadia com precaução. O princípio geral é manter o aleitamento sempre que os benefícios superarem os riscos e não houver contraindicação absoluta.
Sim, a amamentação deve ser mantida na mama sadia. Na mama afetada, pode-se continuar amamentando após a drenagem do abscesso e se a sucção não for excessivamente dolorosa. A interrupção temporária na mama afetada pode ser necessária até a dor melhorar.
As contraindicações absolutas incluem: mãe com HIV (em países onde há acesso a fórmulas seguras), HTLV-1 e 2, uso de drogas ilícitas, quimioterapia ou radioterapia. Na criança, a galactosemia é uma contraindicação absoluta.
Se as lesões herpéticas estiverem localizadas na pele da mama, a amamentação na mama afetada deve ser suspensa até que as lesões sequem e formem crostas. A amamentação na mama sadia pode ser mantida, desde que não haja lesões nela e com higiene rigorosa para evitar contaminação cruzada.
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