Aleitamento Materno: Mitos e Verdades sobre Suplementação

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

O aleitamento materno protege a mãe e a criança contra algumas doenças e promove o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Sobre esse assunto, é incorreto afirmar:

Alternativas

  1. A) O aleitamento materno reduz morbidade por infecção respiratória.
  2. B) Nos primeiros dias, a secreção láctea é chamada de colostro, que contém mais proteínas e menos lipídios do que o leite maduro e é rico em imunoglobulinas, em especial a IgA.
  3. C) O leite materno contém altas concentrações de vitamina K, vitamina D e ferro, não sendo necessária suplementação de nenhuma vitamina até os 6 meses de idade.
  4. D) Constitui boa técnica de amamentação quanto à pega: aréola um pouco mais visível acima da boca do bebê, boca bem aberta, lábio inferior virado para fora.
  5. E) Infecção materna por HIV constitui contraindicação para o aleitamento materno.

Pérola Clínica

Leite materno não supre vitamina K e D; suplementação é essencial para lactentes.

Resumo-Chave

Embora o leite materno seja o alimento ideal, ele não fornece quantidades suficientes de vitamina K (necessária profilaxia ao nascimento), vitamina D (suplementação diária recomendada) e ferro (suplementação após 6 meses, se necessário). A afirmação de que nenhuma suplementação é necessária até os 6 meses está incorreta.

Contexto Educacional

O aleitamento materno é amplamente reconhecido como a forma ideal de nutrição para lactentes, oferecendo inúmeros benefícios para a saúde da criança e da mãe. Ele reduz a morbidade por infecções, promove o desenvolvimento cognitivo e emocional e fortalece o vínculo. O colostro, a primeira secreção láctea, é rico em proteínas e imunoglobulinas, especialmente IgA, fornecendo proteção essencial nos primeiros dias de vida. No entanto, apesar de sua composição nutricional superior, o leite materno não é completo em todos os micronutrientes. As concentrações de vitamina K e vitamina D são baixas, tornando a suplementação crucial. A profilaxia com vitamina K ao nascimento é padrão para prevenir a doença hemorrágica do recém-nascido, e a suplementação diária de vitamina D é recomendada para todos os lactentes amamentados para prevenir o raquitismo. Quanto ao ferro, o leite materno possui boa biodisponibilidade, mas em quantidades limitadas, sendo geralmente suficiente até os 6 meses. Após esse período, a introdução alimentar deve suprir as necessidades crescentes de ferro. Residentes devem estar cientes dessas particularidades para orientar corretamente as mães e garantir a saúde plena dos lactentes.

Perguntas Frequentes

Por que a suplementação de vitamina K é necessária ao nascimento?

A suplementação de vitamina K ao nascimento é essencial para prevenir a Doença Hemorrágica do Recém-Nascido, uma condição grave causada pela deficiência de vitamina K, que o leite materno não fornece em quantidade suficiente.

Quando e por que suplementar vitamina D em bebês amamentados?

A suplementação de vitamina D é recomendada para todos os lactentes amamentados exclusivamente, a partir da primeira semana de vida, devido às baixas concentrações no leite materno e à limitada exposição solar, prevenindo o raquitismo.

O leite materno é suficiente em ferro para o bebê?

O leite materno possui ferro em boa biodisponibilidade, mas em baixas concentrações. Geralmente, é suficiente até os 6 meses de idade. Após esse período, com a introdução alimentar, a necessidade de ferro aumenta, e a suplementação pode ser considerada se a dieta não for adequada.

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