PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
A importância o aleitamento exclusivo ao seio materno nos primeiros 6 meses após o nascimento tem suas bases teóricas fortemente estabelecidas há décadas. Mesmo assim, observa-se que ainda há relutância por parte de certos pediatras em investir na estratégia de aleitamento exclusivo ao seio materno, lançando mão de fórmulas infantis ainda em ambiente de alojamento conjunto. Considere as afirmativas abaixo, e assinale a CORRETA:
Aleitamento materno exclusivo → ↓ risco de doenças alérgicas no lactente.
O aleitamento materno exclusivo é uma intervenção de saúde pública fundamental, associada a múltiplos benefícios para o lactente, incluindo a redução da incidência de doenças alérgicas, infecções e obesidade. A introdução precoce de fórmulas pode comprometer esses benefícios e a microbiota intestinal.
O aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida é uma recomendação global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, devido aos seus inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. Apesar das evidências robustas, a adesão ainda é um desafio, muitas vezes devido a mitos, falta de apoio e práticas inadequadas em serviços de saúde. A compreensão aprofundada dos benefícios e das contraindicações reais é crucial para profissionais de saúde. Do ponto de vista fisiopatológico, o leite materno é um alimento completo, adaptado às necessidades do lactente, contendo anticorpos, enzimas, fatores de crescimento e células vivas que promovem a maturação do sistema imunológico e digestório. A exposição precoce a proteínas estranhas, como as do leite de vaca em fórmulas, pode aumentar o risco de sensibilização e desenvolvimento de alergias. O diagnóstico de hipoglicemia neonatal deve ser seguido de manejo adequado, priorizando a amamentação antes da introdução de fórmulas, salvo em casos graves. A promoção do aleitamento materno exige uma abordagem multidisciplinar, com educação das gestantes, apoio no pós-parto e capacitação dos profissionais de saúde para identificar e manejar dificuldades. A desnutrição materna raramente é uma contraindicação, sendo mais importante o suporte nutricional à mãe. O prognóstico de crianças amamentadas exclusivamente é superior em termos de saúde a curto e longo prazo, reforçando a importância dessa prática na saúde pública.
O aleitamento materno exclusivo oferece proteção contra infecções gastrointestinais e respiratórias, reduz o risco de doenças alérgicas, obesidade, diabetes tipo 2 e melhora o desenvolvimento neuropsicomotor.
Não. A primeira linha de manejo para hipoglicemia neonatal assintomática é a amamentação precoce e frequente. A fórmula é indicada apenas em casos de hipoglicemia persistente, sintomática ou quando a amamentação não é possível/suficiente.
Geralmente não. Mesmo em casos de desnutrição materna leve a moderada, o leite materno mantém sua qualidade nutricional. A amamentação é contraindicada apenas em situações específicas, como infecção por HIV não tratada ou uso de certas medicações.
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