UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Algumas práticas consideradas por alguns inofensivas, podem prejudicar a amamentação. Em relação a esse tema analise as afirmações abaixo: I. Dar outros leites ou fórmulas infantis para complementar é desnecessário e faz com que a criança mame menos no peito, reduzindo o efeito protetor do leite materno contra doenças e causando diminuição na quantidade de leite produzido pela mulher. II. A introdução de alimentos sólidos antes dos 6 meses não costuma interferir com a amamentação e supre o déficit de nutrientes no bebê, que recebe apenas leite materno neste período. III. Sugar em uma mamadeira pode confundir a criança, pois a maneira de sugar o peito e a mamadeira são diferentes, independente do tipo de bico da mamadeira. Além disso a mamadeira pode ser uma fonte de contaminação de vírus e bactérias, aumentando a chance da criança adquirir uma infecção. IV. Criança que usa chupeta tende a mamar menos tempo no peito. Qualquer tipo de chupeta, mesmo as chamadas ortodônticas, podem causar deformações na boca, mal alinhamento dos dentes e provocar problemas na fala, mastigação e respiração. Aumentam ainda o risco de monilíase oral. Quais afirmativas estão CORRETAS?
Aleitamento materno exclusivo até 6 meses: evitar fórmulas, chupetas, mamadeiras e sólidos precoces.
O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é fundamental para a saúde do bebê. A introdução de fórmulas, mamadeiras ou chupetas pode levar à confusão de bicos e reduzir a produção de leite materno. A introdução precoce de alimentos sólidos também interfere negativamente na amamentação e não supre déficits nutricionais se o leite materno for suficiente.
O aleitamento materno exclusivo (AME) é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil até os 6 meses de idade, e complementado até os 2 anos ou mais. O leite materno é o alimento ideal para o bebê, fornecendo todos os nutrientes necessários, anticorpos e fatores de proteção contra infecções e doenças crônicas. A importância clínica reside na redução da morbimortalidade infantil e no impacto positivo no desenvolvimento neuropsicomotor e na saúde materna. A fisiologia da amamentação é baseada na lei da oferta e demanda: quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz. Práticas como a introdução de outros leites ou fórmulas infantis, o uso de mamadeiras e chupetas, e a introdução precoce de alimentos sólidos podem interferir nesse processo. A "confusão de bicos" ocorre porque a sucção no peito exige um esforço e uma técnica diferentes da sucção em bicos artificiais, o que pode levar o bebê a rejeitar o seio ou mamar de forma ineficaz. Para promover e manter o aleitamento materno, é crucial evitar essas práticas. A introdução de alimentos sólidos deve ocorrer apenas a partir dos 6 meses, quando o bebê apresenta sinais de prontidão. O uso de chupetas e mamadeiras deve ser desencorajado, pois além de interferir na amamentação, podem causar problemas ortodônticos, de fala e aumentar o risco de infecções como a monilíase oral. O apoio e a orientação de profissionais de saúde são fundamentais para as mães.
A introdução de fórmulas infantis pode levar à diminuição da frequência e duração das mamadas no peito, o que reduz o estímulo para a produção de leite materno e pode causar o desmame precoce. Além disso, o bebê perde os benefícios imunológicos do leite materno.
O uso de mamadeiras e chupetas pode causar "confusão de bicos", pois a técnica de sucção é diferente da amamentação. Isso pode dificultar a pega correta no seio, reduzir a eficácia da mamada e diminuir a produção de leite. Mamadeiras também são fontes potenciais de contaminação.
A introdução de alimentos sólidos antes dos 6 meses pode substituir mamadas no peito, diminuindo a ingestão de leite materno e seus nutrientes e anticorpos. Além disso, o sistema digestório do bebê pode não estar maduro o suficiente, aumentando o risco de alergias e infecções.
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