FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2019
Maria Aparecida, negra, 36 anos, bem-humorada, compareceu à Unidade Básica de Saúde onde tem como equipe: a agente de saúde Filomena, a técnica de enfermagem Carla, o enfermeiro Mário e a médica Daiane. Maria Aparecida tem uma história de realização de Citopatológico (CP) de colo de útero com uma certa regularidade. Seu último exame foi há 3 anos, quando era casada com Paulo, uma relação que durou 7 anos. O resultado fora normal. Na mesma ocasião, em uma campanha de educação em saúde promovida pelo Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde do Estado e do Município, Maria fez a mamografia também com resultados normais. Maria Aparecida teve menarca aos 13 anos, sexarca aos 16 anos. Teve uma filha, Lelê, e um filho, Carlinhos, com Paulo. Duas gestações com dois partos vaginais. Maria Aparecida menstrua regularmente. Sem casos conhecidos de câncer de mama na família. Divorciou-se de Paulo há 2 anos: me libertei doutora - sempre dizia à Daiane. Recentemente, conheceu um homem de 30 anos, Valdomiro, com quem está namorando e já está pensando em se "juntar". Maria é hipertensa em uso de enalapril 10 mg de 12/12 horas. Na consulta, observou-se PA 140/90 mmHg, pesa 78 kg, mede 1,60 m de altura (IMC 30,5). Maria Aparecida e Valdomiro chegam felizes da vida com a pequena Mara no colo. Depois de ser paparicada por todos profissionais da Unidade de Saúde, "Má", como os pais a chamam, chega finalmente para a consulta com Daiane. Embora tenham participado do pré-natal, Maria Aparecida e Valdomiro trazem muitas dúvidas sobre a amamentação, e Ele, ansioso e com caderninho e caneta nas mãos, já quer montar um calendário com a descrição da alimentação complementar após o período de amamentação exclusiva. Daiane orienta calma, e esclarece todas as questões, aguardando o tempo de Valdomiro anotar ante o sorriso de Maria, que mistura satisfação com divertimento ante a postura sistemática de seu companheiro.Sobre a amamentação e a alimentação da criança nos primeiros anos de vida, segundo as orientações do Ministério da Saúde, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.( ) As frutas devem ser oferecidas amassadas logo no início da alimentação complementar e, também, sobre a forma de suco. A papa salgada deve ser iniciada no 7° mês com legumes e verduras, inicialmente, colocadas no liquidificador e peneiradas, e, somente depois, amassadas, e com ovos e carnes introduzidos na mesma, preferencialmente, após o 8° mês de vida.( ) Uma queixa muito comum nas primeiras consultas de puericultura é a de "pouco leite" ou "leite fraco". Para estas situações, as diretrizes nacionais sugerem à mãe uma dieta hiperproteica; aumentar a frequência das mamadas, se possível de três em três horas no máximo, estimulando a criança; ordenar o leite residual; e usar protetores intermediários de mamilos para o caso de dor ou fissuras.( ) Recomenda-se a amamentação exclusiva até os seis meses. Dentre as diversas razões, do ponto de vista do desenvolvimento da criança é importante observar que, até o 4° mês, a criança ainda não atingiu o desenvolvimento fisiológico necessário para que possa receber alimentos sólidos (reflexo de protrusão ainda regredindo, não senta sem apoio e não tem controle neuromuscular da cabeça e pescoço para mostrar desinteresse ou saciedade). Dos 4 aos 6 meses, a aceitação e tolerância da alimentação pastosa melhoram sensivelmente devido às funções gastrointestinal e renal, mas é por volta dos 6 meses que a tolerância gastrointestinal e a capacidade de absorção de nutrientes atingem um nível satisfatório. As crianças com aleitamento exclusivo desenvolvem mais cedo o autocontrole da ingestão aprendendo a distinguir as sensações de fome, durante o jejum, e de saciedade, após a alimentação.A alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo