SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Até quantos meses de vida o bebê deve ficar em aleitamento materno exclusivo, segundo as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)?
Aleitamento materno exclusivo → Até os 6 meses (sem água, chás ou sucos).
A SBP e a OMS recomendam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de vida, sendo a única fonte necessária de nutrientes e hidratação nesse período.
O aleitamento materno é a estratégia isolada que mais previne mortes em crianças menores de cinco anos. Seus benefícios são multissistêmicos: reduz a incidência de infecções respiratórias, diarreias, alergias e otites, além de promover o desenvolvimento cognitivo e o fortalecimento do vínculo afetivo. Para a mãe, amamentar auxilia na involução uterina pós-parto e reduz o risco de câncer de mama e ovário. As políticas de saúde pública no Brasil enfatizam o apoio à amamentação através da Rede Amamenta e Alimenta Brasil e dos Bancos de Leite Humano. O profissional de saúde tem papel fundamental em orientar a técnica correta de pega e posicionamento, prevenir complicações como fissuras e mastites, e combater mitos culturais que levam ao desmame precoce, garantindo que a meta dos 6 meses exclusivos seja atingida.
O aleitamento materno exclusivo significa que a criança recebe somente leite materno (direto da mama ou ordenhado), sem nenhum outro líquido ou sólido, com exceção de gotas ou xaropes contendo vitaminas, suplementos minerais ou medicamentos. Água, chás e sucos são estritamente proibidos nesta fase, pois podem aumentar o risco de diarreia e desnutrição, além de reduzir a produção de leite materno.
Aos 6 meses, o sistema digestivo e renal do lactente está maduro o suficiente para processar outros alimentos, e o desenvolvimento psicomotor (como o controle do tronco e a perda do reflexo de extrusão da língua) permite a introdução de sólidos. Antes disso, o leite materno supre todas as necessidades calóricas e imunológicas; após os 6 meses, ele continua sendo importante, mas deve ser complementado para suprir demandas crescentes de ferro e zinco.
Tanto a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) quanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que a amamentação seja mantida de forma complementar até os 2 anos de idade ou mais. Não existe um limite superior rígido para o desmame, que deve ocorrer de forma natural e acordada entre a mãe e a criança.
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