HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Em seu consultório, chega uma mãe com seu filho de 15 dias de vida, em aleitamento materno exclusivo, queixando-se de fissura em mama esquerda com sangramento local. G1P1, peso de nascimento 3.500g, Peso atual: 3.675g. Diante deste caso, sua conduta será:
Fissura mamilar + bom ganho ponderal = corrigir pega e manter aleitamento exclusivo.
A fissura mamilar com sangramento é frequentemente causada por uma pega inadequada do bebê. Diante de um bom ganho ponderal do recém-nascido, a conduta correta é orientar a mãe sobre a pega adequada e manter o aleitamento materno exclusivo, sem suspender a amamentação na mama afetada ou introduzir fórmula.
A fissura mamilar é uma das queixas mais comuns e dolorosas no período pós-parto, sendo uma das principais causas de desmame precoce. Geralmente, é resultado de uma pega inadequada do bebê ao seio materno, que causa trauma repetitivo no mamilo. O aleitamento materno exclusivo é fundamental para a saúde do recém-nascido, e o manejo correto das fissuras é crucial para sua manutenção. A fisiopatologia da fissura envolve o estresse mecânico no mamilo devido à sucção incorreta, que não abrange a aréola de forma adequada. O diagnóstico é clínico, pela inspeção da mama e observação da mamada. A avaliação do ganho ponderal do bebê é um indicador importante da eficácia da amamentação e da ingestão de leite. No caso apresentado, o bom ganho ponderal (3500g para 3675g em 15 dias) indica que o bebê está se alimentando bem, apesar da fissura. A conduta principal para fissuras mamilares é a correção da técnica de amamentação, focando na pega adequada. Não se deve suspender a amamentação na mama afetada, nem introduzir fórmulas, pois isso pode agravar o problema e comprometer o aleitamento. Orientações sobre posicionamento, higiene e, se necessário, o uso de pomadas à base de lanolina pura podem auxiliar na cicatrização, enquanto a amamentação continua.
Sinais incluem dor persistente na mama, mamilos rachados ou fissurados, bebê que faz barulho de estalo, bochechas encovadas, e sucção superficial que não abrange a aréola.
A mãe deve posicionar o bebê de frente para a mama, com a boca bem aberta, abocanhando não apenas o mamilo, mas grande parte da aréola, com os lábios evertidos e o queixo tocando a mama.
Se o sangramento for leve, o leite pode ser oferecido normalmente, pois o sangue não é prejudicial ao bebê. A prioridade é corrigir a pega para cicatrização da fissura e alívio da dor.
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