UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
O aleitamento materno será permitido em um lactente de 6 meses de idade quando se trata de
Tuberculose materna em tratamento (sem lesões abertas) → amamentação permitida com precauções.
A tuberculose pulmonar materna em tratamento, especialmente após algumas semanas de terapia eficaz e sem lesões abertas, não é uma contraindicação absoluta para o aleitamento materno. A mãe pode amamentar, desde que siga as precauções de higiene e o bebê receba profilaxia, se indicado. Outras condições listadas (HTLV-1, CMV com ganciclovir, amiodarona, zonisamida) geralmente contraindicam ou exigem avaliação rigorosa.
O aleitamento materno é fundamental para a saúde do lactente, oferecendo benefícios nutricionais, imunológicos e de desenvolvimento. No entanto, existem situações específicas em que a amamentação pode ser contraindicada ou exigir precauções especiais, principalmente relacionadas a doenças maternas infecciosas ou ao uso de medicamentos. É crucial que profissionais de saúde saibam discernir essas situações para oferecer a melhor orientação. A infecção materna por HTLV-1 (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas tipo 1) é uma contraindicação absoluta para o aleitamento materno devido ao alto risco de transmissão vertical pelo leite. Da mesma forma, o uso de certos medicamentos, como a amiodarona (devido ao alto teor de iodo, que pode causar hipotireoidismo no lactente) e a zonisamida (anticonvulsivante com dados limitados e potencial para efeitos adversos), geralmente contraindica a amamentação ou exige suspensão do fármaco. O citomegalovírus (CMV) em uso de ganciclovir também é uma preocupação, pois o ganciclovir é excretado no leite e pode ter efeitos adversos graves. Por outro lado, a tuberculose pulmonar materna em tratamento não é uma contraindicação para o aleitamento. A transmissão da tuberculose ocorre por via respiratória, não pelo leite materno. Desde que a mãe esteja em tratamento eficaz (geralmente por pelo menos duas semanas) e adote medidas de controle de infecção (como uso de máscara e boa ventilação), ela pode amamentar. O lactente deve ser avaliado para profilaxia com isoniazida e monitorado. Essa distinção é vital para garantir que os benefícios do aleitamento não sejam negados desnecessariamente.
As contraindicações absolutas incluem infecção materna por HIV (em países onde há acesso a fórmulas seguras), HTLV-1 e HTLV-2, uso de drogas ilícitas pela mãe, e alguns medicamentos específicos como quimioterápicos e radiofármacos.
Sim, a mãe com tuberculose pulmonar ativa pode amamentar, desde que esteja em tratamento e seguindo as precauções respiratórias (máscara, ventilação). O bebê deve receber profilaxia com isoniazida e ser monitorado. O leite materno não transmite o bacilo.
Alguns medicamentos contraindicados ou que exigem cautela incluem amiodarona (devido ao iodo), lítio, metotrexato, ciclosporina, alguns quimioterápicos, e drogas de abuso. Sempre consultar fontes confiáveis sobre compatibilidade de medicamentos.
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