UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Quando uma nova doença se apresenta, temos mais perguntas do que respostas. Quando o quadro que se manifesta é infectocontagioso, imprevisto, de difícil controle e acomete a população de forma distinta, causando mortes, a necessidade do conhecimento de suas causas, sua evolução, sua prevenção e seu tratamento se tornam urgentes.Essa é a situação que o mundo enfrenta em relação ao Sars-CoV-2, já identificado, mas com um padrão diferente dos Coronavírus já conhecidos, inclusive do Sars-CoV-1 e do Mers. A cada dia, pesquisadores aprofundam- se nas análises dos fatos; os estudos desenvolvem- se para a validação de possíveis tratamentos em quadros médios e graves, que, felizmente, são uma ínfima minoria, mas já sobrecarregam os serviços de urgência e UTIs, trazendo baixas na populaçã o, inclusive, na classe dos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate a essa pandemia.O panorama em curto prazo não é animador. Assim, as condutas de prevenção se tornam cada vez mais importantes. O isolamento social tem-se demonstrado adequado, quando seguido de forma correta e firme. As recomendações do Ministério da Saúde são estudadas, embasadas e contam com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria e outras sociedades representativas da Saúde no país.ALEITAMENTO materno em tempos de Covid-19: recomendações na maternidade e após a alta. SBP 22 maio 2020Com base nas orientações de amamentação em tempos de Covid, é correto afirmar que:
Amamentação em mães com COVID-19 é recomendada, com medidas de higiene, se mãe desejar e estiver clinicamente bem.
As diretrizes atuais, incluindo as da SBP e OMS, recomendam a manutenção do aleitamento materno mesmo em mães com COVID-19 suspeita ou confirmada, desde que a mãe esteja em condições clínicas adequadas e deseje amamentar, devido aos benefícios do leite materno e baixo risco de transmissão viral.
A pandemia de COVID-19 levantou muitas questões sobre a segurança do aleitamento materno. As principais organizações de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), têm consistentemente recomendado a manutenção da amamentação, mesmo em casos de mães com COVID-19 suspeita ou confirmada. Esta recomendação baseia-se no reconhecimento dos inúmeros benefícios do leite materno para o desenvolvimento e imunidade do bebê, e na baixa probabilidade de transmissão do SARS-CoV-2 através do leite. A fisiopatologia da transmissão vertical do SARS-CoV-2 é complexa, mas a presença do vírus no leite materno é rara e, quando presente, em baixas cargas virais, sem evidências claras de transmissão infecciosa. O diagnóstico da COVID-19 na mãe não deve ser um impeditivo para o aleitamento, desde que a mãe esteja em condições clínicas adequadas e deseje amamentar. A conduta para mães com COVID-19 que amamentam inclui a adoção rigorosa de medidas de higiene, como uso de máscara, lavagem das mãos e higiene das superfícies. Em situações onde a mãe está clinicamente comprometida, a ordenha do leite e a alimentação por um cuidador saudável são alternativas viáveis. O prognóstico para o bebê amamentado por mãe com COVID-19 é geralmente bom, com o leite materno oferecendo proteção imunológica adicional.
Sim, é seguro amamentar. As evidências atuais indicam que o risco de transmissão do SARS-CoV-2 através do leite materno é muito baixo, e os benefícios do aleitamento materno para o bebê superam os potenciais riscos.
A mãe deve usar máscara facial, lavar as mãos com água e sabão ou álcool 70% antes e depois de tocar no bebê, e higienizar superfícies. Se a mãe estiver muito doente para amamentar diretamente, pode ordenhar o leite e outra pessoa saudável pode alimentar o bebê.
Sim, estudos mostram que o leite materno de mães infectadas com SARS-CoV-2 pode conter anticorpos específicos (IgA secretora) contra o vírus, que podem oferecer proteção passiva ao lactente.
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