FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
No início da pandemia, a amamentação direta não foi recomendada durante o período de infecção da mãe por alguns analistas, que indicaram separação de ambos por pelo menos 2 semanas. Em contraste, outros ressaltaram a importância do aleitamento direto, devido aos inúmeros benefícios para a mãe e para o filho, desde que obedecidas as devidas profilaxias. Considerando o tema do enunciado, analise as proposições abaixo e, em seguida, assinale a alternativa CORRETA: I. O aleitamento materno e o contato pele a pele de recém-nascidos com mães suspeitas não devem ser realizados nem após se tomarem as medidas de prevenção da contaminação ao bebê, o que inclui banho da puérpera, troca de máscara, touca, camisola e lençóis. II. As mães suspeitas ou infectadas pela Covid-19 devem manter a amamentação se estiverem em bom estado geral e seguir cuidados higiênicos e orientações, como o uso da máscara facial, cobrindo totalmente o nariz e a boca durante as mamadas, além de evitar falar ou tossir. Em casos de espirro ou tosse e a cada nova mamada, substituir de imediato a máscara. Lavar com frequência as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos e fazer assepsia com álcool em gel 70% antes de tocar o bebê ou de retirar o leite materno. III. As manifestações clínicas dos recém-nascidos infectados, em sua maioria, são bem específicas, sempre ocorrendo em casos de prematuridade, disfunção cardiovascular e gastrointestinal, instabilidade térmica e problemas respiratórios dominantes. Em situações de agravo, pode se desenvolver rapidamente a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo. Entretanto, quanto mais prematura a função imune, mais prioridade se deve impor, a fim de evitar a ascensão ao coronavírus e ao agravamento.
Amamentação e COVID-19: Mães em bom estado geral podem amamentar com máscara e higiene rigorosa.
As diretrizes atuais recomendam a manutenção do aleitamento materno e do contato pele a pele, mesmo em mães com suspeita ou confirmação de COVID-19, desde que sejam adotadas medidas de prevenção rigorosas, como uso de máscara e higiene das mãos, devido aos inúmeros benefícios do leite materno.
No início da pandemia de COVID-19, houve incerteza sobre a segurança da amamentação em mães infectadas, levando a recomendações divergentes. No entanto, com o avanço do conhecimento, as principais organizações de saúde, como a OMS e o Ministério da Saúde, passaram a recomendar fortemente a manutenção do aleitamento materno, devido aos seus inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. A transmissão do SARS-CoV-2 através do leite materno é considerada rara e, mesmo que ocorra, a presença de anticorpos no leite materno pode oferecer proteção ao recém-nascido. As diretrizes enfatizam a importância de medidas de prevenção de infecção, como o uso correto de máscara facial pela mãe durante a amamentação, higiene rigorosa das mãos antes e depois de tocar o bebê, e limpeza de superfícies. O contato pele a pele também é encorajado, com as mesmas precauções. As manifestações clínicas da COVID-19 em recém-nascidos são frequentemente leves ou assintomáticas, e a doença grave é menos comum do que em adultos. Portanto, os benefícios do aleitamento materno superam os riscos potenciais de transmissão, desde que as medidas de higiene sejam seguidas. A decisão de amamentar deve ser individualizada e discutida com a equipe de saúde, considerando o estado clínico da mãe e a capacidade de seguir as precauções.
Sim, as mães com COVID-19 suspeita ou confirmada podem amamentar, desde que estejam em bom estado geral e sigam rigorosas medidas de prevenção, como uso de máscara e higiene das mãos.
As medidas incluem o uso de máscara facial cobrindo nariz e boca durante as mamadas, lavagem frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70% antes de tocar o bebê, e troca da máscara em caso de tosse/espirro.
O aleitamento materno oferece proteção imunológica, nutrientes essenciais, promove o vínculo mãe-bebê e reduz riscos de doenças infecciosas e crônicas para ambos.
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