UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Ao atender lactentes, devem ser consideradas situações excepcionais em que o aleitamento exclusivo deve ser suspenso para não comprometer a sua qualidade de vida. É correto afirmar que o(a):
Contraindicações ao aleitamento materno são raras; infecções como Herpes (lesões ativas na mama), Varicela (mãe com lesões ativas), Tuberculose (até 2 semanas de tratamento) e HIV/HTLV são as principais.
O aleitamento materno é fundamental para a saúde do lactente e as contraindicações são específicas e limitadas. Infecções maternas como Herpes Simples (com lesões ativas na mama), Varicela Zoster (se a mãe desenvolver lesões 5 dias antes ou 2 dias após o parto), Tuberculose (até 2 semanas de tratamento eficaz) e HIV/HTLV são as principais situações que exigem avaliação cuidadosa.
O aleitamento materno exclusivo é a forma ideal de alimentação para lactentes nos primeiros seis meses de vida, oferecendo inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. As contraindicações ao aleitamento são raras e devem ser avaliadas criteriosamente para não privar o lactente de seus benefícios. A decisão de suspender a amamentação deve ser baseada em evidências científicas e riscos reais de transmissão de doenças. As principais contraindicações absolutas incluem infecção materna por HIV e HTLV. Para outras infecções, a avaliação é mais complexa. No caso de herpes simples, o aleitamento é contraindicado apenas se houver lesões herpéticas ativas nas mamas. Para varicela zoster, a contraindicação ocorre se a mãe desenvolver lesões 5 dias antes ou 2 dias após o parto, devido ao risco de doença grave no neonato. Na tuberculose pulmonar, a amamentação pode ser mantida após 2 semanas de tratamento eficaz, com o bebê afastado e alimentado com leite ordenhado ou fórmula durante esse período inicial. A infecção por Hepatite C não contraindica o aleitamento. É fundamental que os profissionais de saúde orientem as mães sobre as situações em que o aleitamento deve ser suspenso ou adaptado, garantindo a segurança do bebê sem desestimular desnecessariamente essa prática vital. A educação sobre higiene e técnicas de ordenha pode permitir a manutenção do aleitamento em algumas situações de infecção materna.
O aleitamento é contraindicado em casos de infecção materna por HIV e HTLV. Para outras infecções, como herpes simples, é contraindicado se houver lesões ativas na mama. Na varicela, se a mãe desenvolver lesões 5 dias antes ou 2 dias após o parto, e na tuberculose, até que a mãe complete 2 semanas de tratamento eficaz.
Não, a infecção materna pelo vírus da hepatite C geralmente não contraindica o aleitamento ao seio, pois o risco de transmissão vertical via leite materno é considerado muito baixo e não há evidências de transmissão significativa por essa via.
Mães com tuberculose pulmonar podem amamentar após 2 semanas de tratamento eficaz, desde que estejam assintomáticas e não apresentem lesões pulmonares cavitárias. Durante as primeiras duas semanas, o bebê deve ser afastado e alimentado com leite ordenhado, se possível, ou fórmula.
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