SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
“Inúmeros são os benefícios do aleitamento materno (AM) no desenvolvimento da criança, com evidências inquestionáveis na prevenção de doenças infecciosas e redução da incidência de internações hospitalares, além do papel protetor para doenças crônicas na vida adulta” - Aleitamento Materno e Alergia Alimentar –SBP 2024.Em face das evidências atuais, com relação aos benefícios do aleitamento materno na prevenção de alergias, os estudos científicos demonstraram todos os aspectos descritos abaixo, EXCETO:
AM exclusivo reduz alergias, mas não há comprovação forte para redução *significativa* de alergias *específicas* (ovo, amendoim).
Embora o aleitamento materno seja um fator protetor geral contra o desenvolvimento de alergias e modifique a resposta imune, a evidência de que o AM exclusivo por 6 meses *reduz significativamente* a incidência de alergias alimentares específicas (como ovo, amendoim) ainda é controversa ou não tão robusta quanto outros benefícios.
O aleitamento materno é amplamente reconhecido por seus inúmeros benefícios à saúde da criança, incluindo um papel protetor contra infecções e doenças crônicas. No contexto das alergias, a relação é complexa e tem sido objeto de intensa pesquisa, sendo um tópico importante para a prática pediátrica e para exames de residência. A fisiopatologia da prevenção de alergias pelo aleitamento materno envolve múltiplos mecanismos. O leite materno é rico em componentes imunomoduladores que auxiliam na maturação do sistema imunológico do lactente e na formação de uma microbiota intestinal saudável, fatores essenciais para o desenvolvimento da tolerância imunológica. Há evidências de que o AM exclusivo pode ter um efeito protetor contra o desenvolvimento de eczema, asma e rinite alérgica, e também para a alergia à proteína do leite de vaca em bebês de alto risco. Contudo, a evidência sobre a capacidade do aleitamento materno exclusivo de prevenir *especificamente* alergias a alimentos como ovo, amendoim e crustáceos não é tão conclusiva ou robusta quanto outros benefícios. As diretrizes atuais frequentemente recomendam a introdução precoce de alérgenos comuns, mesmo durante o período de amamentação, como estratégia para induzir tolerância e prevenir o desenvolvimento de alergias alimentares.
O leite materno contém componentes bioativos como citocinas, quimiocinas, imunoglobulinas e fatores de crescimento que atuam na maturação do sistema imunológico do lactente, promovendo uma resposta mais equilibrada e menos alérgica.
O aleitamento materno é crucial para a formação de uma microbiota intestinal saudável, com predomínio de Bifidobacterium e Lactobacillus spp, que está associada a um menor risco de desenvolvimento de alergias.
Embora o aleitamento materno exclusivo confira proteção contra o desenvolvimento de alergias de forma geral, a evidência de que ele reduz *significativamente* a incidência de alergias alimentares *específicas* (como ovo ou amendoim) ainda é limitada ou não tão robusta quanto outros benefícios imunológicos.
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