UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2016
Graças aos inúmeros fatores existentes no leite materno que protegem contra infecções, ocorrem menos mortes entre as crianças amamentadas. Estima-se que o aleitamento materno poderia evitar 13% das mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo, por causas preveníveis (JONES et al., 2003). Sobre esse assunto é correto afirmar que:
Amamentação exclusiva ↓ risco de APLV, dermatite atópica, asma e sibilos recorrentes em crianças.
O aleitamento materno exclusivo nos primeiros meses de vida é uma intervenção poderosa na prevenção de diversas condições alérgicas, como APLV, dermatite atópica, asma e sibilos recorrentes, devido aos seus componentes imunomoduladores.
O aleitamento materno é reconhecido mundialmente como a forma ideal de alimentação para lactentes, com inúmeros benefícios para a saúde da criança e da mãe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementado até os dois anos ou mais. Seus componentes bioativos, como anticorpos, enzimas, hormônios e fatores de crescimento, conferem proteção contra uma vasta gama de infecções, reduzindo a morbimortalidade infantil. Além da proteção contra infecções, há fortes evidências de que o aleitamento materno desempenha um papel crucial na prevenção de doenças alérgicas. A amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida diminui significativamente o risco de desenvolvimento de alergia à proteína do leite de vaca (APLV), dermatite atópica, asma e sibilos recorrentes. Isso ocorre devido à modulação do sistema imunológico do bebê pelos componentes do leite materno, que promovem uma microbiota intestinal saudável e uma resposta imune mais equilibrada. Os benefícios do aleitamento materno se estendem a longo prazo, com estudos indicando uma associação com a redução do risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares na vida adulta. Para o residente, é fundamental conhecer e promover o aleitamento materno, orientando as mães sobre sua importância e desmistificando crenças populares, a fim de impactar positivamente a saúde pública e individual.
O aleitamento materno oferece proteção contra infecções gastrointestinais e respiratórias, além de reduzir o risco de alergias como APLV, dermatite atópica, asma e sibilos recorrentes.
O leite materno contém componentes imunomoduladores, como anticorpos, citocinas e prebióticos, que contribuem para o desenvolvimento saudável do sistema imunológico do bebê, diminuindo a resposta alérgica.
Sim, estudos da OMS e outras pesquisas sugerem que o aleitamento materno pode ter benefícios em longo prazo, como a redução do risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares na vida adulta.
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