Herpes Labial e Amamentação: Guia de Conduta Segura

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022

Enunciado

Ana teve seu primeiro filho há 5 dias; um recém-nascido do sexo masculino, a termo, com peso e comprimento dentro da normalidade. A mesma apresentou lesões vesiculares na comissura labial hoje, sem outras queixas até o momento. A conduta recomendada quanto ao aleitamento materno é:

Alternativas

  1. A) Contraindicar o aleitamento materno temporariamente, oferecer fórmula láctea e isolar o recém-nascido de sua mãe até a fase de crostas.
  2. B) Manter o aleitamento materno ao seio, com lavagem de mãos, uso de máscara e proteção das lesões do contato direto com o recém-nascido.
  3. C) Orientar leite materno ordenhado, isolar o neonato de sua mãe até a fase de crostas e administrar aciclovir ao recémnascido.
  4. D) Prescrever leite humano pasteurizado de banco de leite e isolar o recém-nascido de sua mãe até a fase de crostas.
  5. E) Manter o aleitamento materno ao seio, com lavagem de mãos, uso de máscara e proteção das lesões do contato direto com o recém-nascido e administrar VZIG ao mesmo.

Pérola Clínica

Mãe com herpes labial: Manter AM ao seio com lavagem de mãos, máscara e proteção das lesões.

Resumo-Chave

A presença de lesões de herpes labial na mãe não contraindica o aleitamento materno ao seio, desde que sejam tomadas precauções rigorosas para evitar a transmissão do vírus para o recém-nascido. A higiene das mãos, o uso de máscara e a proteção das lesões são medidas essenciais para garantir a segurança do bebê e os benefícios do leite materno.

Contexto Educacional

O aleitamento materno é a forma ideal de nutrição para recém-nascidos, oferecendo inúmeros benefícios para a saúde da mãe e do bebê. No entanto, surgem dúvidas quando a mãe apresenta alguma condição infecciosa, como o herpes labial, causado pelo vírus Herpes Simples tipo 1 (HSV-1). A presença de lesões vesiculares na comissura labial, embora contagiosa, geralmente não contraindica o aleitamento materno ao seio. A principal via de transmissão do HSV-1 para o recém-nascido é o contato direto com as lesões ativas. O leite materno em si não transmite o vírus. Portanto, a conduta recomendada foca em medidas rigorosas de higiene para prevenir esse contato. Isso inclui a lavagem frequente e cuidadosa das mãos antes de manipular o bebê e antes de cada mamada, o uso de máscara facial para cobrir as lesões e evitar a dispersão de gotículas, e a atenção para que as lesões não toquem a pele do recém-nascido durante a amamentação ou outras interações. É crucial orientar a mãe sobre a importância dessas medidas e reforçar os benefícios do aleitamento materno, evitando o desmame desnecessário. Apenas em casos de lesões herpéticas ativas diretamente na mama ou aréola, o aleitamento ao seio seria temporariamente contraindicado na mama afetada, podendo-se considerar a ordenha e descarte do leite da mama lesionada ou a amamentação na mama não afetada, ou ainda o uso de leite de banco de leite, dependendo da extensão e localização das lesões.

Perguntas Frequentes

Uma mãe com herpes labial pode amamentar seu recém-nascido?

Sim, uma mãe com herpes labial pode e deve continuar amamentando seu recém-nascido ao seio. A principal preocupação é evitar o contato direto das lesões com o bebê, não a transmissão pelo leite materno.

Quais são as precauções recomendadas para amamentar com herpes labial?

As precauções incluem lavagem rigorosa das mãos antes de tocar o bebê e antes de cada mamada, uso de máscara facial para cobrir as lesões labiais e garantir que as lesões não entrem em contato direto com o recém-nascido.

Quando o aleitamento materno seria contraindicado em casos de herpes?

O aleitamento materno ao seio seria contraindicado apenas se a mãe apresentasse lesões herpéticas ativas na mama ou aréola. Nesses casos, o leite materno ordenhado de mamas não afetadas poderia ser oferecido, ou o leite de banco de leite, dependendo da situação.

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