HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Criança de 2 meses e 10 dias de idade, internada por bronquiolite viral aguda, com possibilidade de realimentação após um breve período de suspensão alimentar. Vinha recebendo aleitamento materno exclusivo. A mãe, 19 anos de idade, há dois dias apresenta doença diarreica, sem muco ou sangue. Em relação ao aleitamento materno, dentre as recomendações seguintes, a melhor para este caso é:
Diarreia materna sem muco/sangue NÃO contraindica aleitamento materno; manter com higiene.
A diarreia materna, especialmente se não for disentérica (sem muco ou sangue), não é uma contraindicação para o aleitamento materno. Os benefícios do leite materno, incluindo anticorpos e nutrientes, superam os riscos, desde que a mãe mantenha bons cuidados de higiene.
O aleitamento materno é a forma ideal de nutrição para lactentes, oferecendo inúmeros benefícios imunológicos, nutricionais e emocionais. Em situações de doença materna, como a diarreia, é comum surgir a dúvida sobre a manutenção da amamentação. A regra geral é que a diarreia materna, especialmente se não for disentérica (sem muco ou sangue), não contraindica o aleitamento. O leite materno contém anticorpos e fatores imunológicos que podem proteger o bebê contra infecções, inclusive aquelas que a mãe possa estar enfrentando. A interrupção do aleitamento pode privar o lactente dessa proteção essencial e expô-lo a riscos de desnutrição e outras infecções, especialmente em um contexto de internação por bronquiolite viral aguda, onde a imunidade do bebê já pode estar comprometida. É fundamental orientar a mãe sobre a importância de manter rigorosos cuidados de higiene, como a lavagem frequente das mãos, para evitar a transmissão de patógenos por contato. A decisão de suspender o aleitamento materno deve ser cuidadosamente avaliada e restrita a situações muito específicas e graves, sempre com orientação médica.
Não, na maioria dos casos de diarreia materna, especialmente se for leve e sem sinais de disenteria (muco ou sangue), o aleitamento materno deve ser mantido. O leite materno oferece proteção imunológica ao bebê.
A mãe deve intensificar os cuidados de higiene, como lavar bem as mãos com água e sabão antes e depois de amamentar e após usar o banheiro, para minimizar o risco de transmissão de patógenos.
O aleitamento materno pode ser contraindicado em casos específicos de doenças maternas graves, como infecção por HIV (em países onde há acesso a fórmulas seguras), HTLV-1 e 2, ou uso de certas medicações que passam para o leite e são prejudiciais ao bebê.
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