Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
O leite materno é a principal e melhor forma de nutrição para recém-nascidos e lactentes; no entanto, algumas condições maternas podem levar à indicação de interrupção da amamentação. Qual associação está correta quanto à doença aguda materna e o tempo de interrupção do aleitamento? Doença Materna; A. Meningite Bacteriana; B. Coqueluche; C. Citomegalovírus; D. Sarampo; Tempo de Interrupção; 1. 5 dias após início da terapia. 2. 24 a 96h após início da terapia e melhora clínica. 3. Separar mãe e RN e alimentar com leite materno ordenhado e cru. 4. Interromper, se RN menor de 1500g ou menor que 30s.
Interrupção amamentação por doença materna: avaliar risco-benefício; muitas vezes é temporária ou permite leite ordenhado.
A interrupção da amamentação devido a doenças maternas deve ser cuidadosamente avaliada, pois muitas condições permitem a continuidade, seja diretamente ou com leite ordenhado. É crucial conhecer as especificidades de cada doença para evitar interrupções desnecessárias ou riscos ao bebê.
O leite materno é o alimento ideal para recém-nascidos e lactentes, oferecendo nutrição completa e proteção imunológica. A decisão de interromper a amamentação devido a uma doença materna deve ser baseada em evidências e considerar o risco-benefício para a díade mãe-bebê, evitando interrupções desnecessárias. Muitas condições permitem a continuidade do aleitamento, seja de forma direta ou com o uso de leite materno ordenhado. Para doenças agudas maternas, as recomendações variam. Em casos de meningite bacteriana, a amamentação pode ser retomada após 24 a 96 horas do início da antibioticoterapia e melhora clínica, dependendo do agente etiológico. Na coqueluche, a interrupção é geralmente por 5 dias após o início da terapia, com a mãe usando máscara e mantendo higiene rigorosa. O Citomegalovírus (CMV) é um caso particular: a amamentação é contraindicada se o recém-nascido for prematuro extremo (menor que 1500g ou menor que 30 semanas de idade gestacional), devido ao risco de doença grave. Para recém-nascidos a termo ou prematuros maiores, o risco é baixo e a amamentação é geralmente permitida. No sarampo, a mãe deve ser separada do RN e o leite materno ordenhado e cru deve ser oferecido, para evitar a transmissão respiratória direta, até que a mãe não seja mais contagiosa. É fundamental que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre essas diretrizes para orientar adequadamente as mães.
A amamentação é permanentemente contraindicada em casos de infecção materna por HIV, HTLV-1 e HTLV-2, uso de drogas ilícitas, quimioterapia citotóxica e radioterapia.
Em caso de sarampo materno, a mãe deve ser separada do recém-nascido e o bebê alimentado com leite materno ordenhado e cru, para evitar a transmissão viral direta, enquanto a mãe recebe tratamento.
Após meningite bacteriana, o aleitamento pode ser retomado 24 a 96 horas após o início da terapia antibiótica e melhora clínica da mãe, desde que o agente não seja transmitido pelo leite.
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