UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017
Procurou-se determinar a eficácia da cimetidina na profilaxia de hemorragia gastrointestinal em pacientes admitidos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Cento e vinte pacientes foram aleatorizados (randomizados) para receber cimetidina ou placebo nas primeiras seis horas de admissão na referida UTI. O processo de aleatorização em estudo desse tipo tem como finalidade principal:
Aleatorização em ECR = assegurar grupos comparáveis e reduzir viés de seleção.
A principal finalidade da aleatorização em um ensaio clínico é garantir que os grupos de intervenção e controle sejam comparáveis em relação a todas as características, conhecidas e desconhecidas, exceto a intervenção. Isso minimiza o viés de seleção e a influência de fatores de confusão, aumentando a validade interna do estudo.
A aleatorização é um pilar fundamental da metodologia de pesquisa em ensaios clínicos randomizados (ECRs). Seu propósito primordial é garantir que os grupos de comparação (intervenção e controle) sejam o mais semelhantes possível em todas as características, exceto pela exposição à intervenção em estudo. Isso inclui fatores prognósticos conhecidos e, crucialmente, fatores desconhecidos que poderiam influenciar o desfecho. Ao distribuir aleatoriamente os participantes, a aleatorização minimiza o viés de seleção, que ocorre quando as características dos participantes em um grupo diferem sistematicamente das características dos participantes em outro grupo. Essa minimização do viés de seleção é essencial para assegurar a validade interna do estudo, ou seja, a confiança de que a relação observada entre a intervenção e o desfecho é real e não devido a outras variáveis. Embora a aleatorização possa, em grandes amostras, resultar em grupos de tamanhos aproximadamente iguais e contribuir para a representatividade da amostra (se a amostragem inicial for adequada), sua finalidade principal e mais crítica é a redução do viés de seleção e o controle de fatores de confusão, permitindo uma inferência causal mais robusta sobre o efeito da intervenção.
O principal objetivo é garantir que os grupos de intervenção e controle sejam comparáveis em relação a todas as características, conhecidas e desconhecidas, exceto a intervenção, minimizando o viés de seleção.
Ao distribuir aleatoriamente os participantes, a aleatorização tende a equilibrar a distribuição de fatores de confusão (variáveis que podem influenciar o desfecho e a exposição) entre os grupos, permitindo que qualquer diferença observada seja atribuída à intervenção.
Embora a aleatorização tenda a produzir grupos de tamanhos semelhantes, especialmente em amostras grandes, não é sua finalidade principal. O foco é na comparabilidade das características dos participantes.
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