Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
A melhor forma de tratamento do aldosteronoma, uma vez diagnosticado e localizado, é:
Aldosteronoma localizado e diagnosticado → tratamento de escolha é adrenalectomia unilateral.
Uma vez que o aldosteronoma é diagnosticado e sua localização unilateral é confirmada, a adrenalectomia laparoscópica é o tratamento curativo de escolha, resultando na normalização da pressão arterial e dos níveis de potássio na maioria dos pacientes.
O aldosteronoma, também conhecido como Síndrome de Conn, é a causa mais comum de hiperaldosteronismo primário, uma condição caracterizada pela produção excessiva de aldosterona por um adenoma adrenal. Esta condição leva à hipertensão arterial refratária e, frequentemente, à hipocalemia. O reconhecimento e tratamento adequados são cruciais para prevenir complicações cardiovasculares e renais associadas à hipertensão crônica e aos baixos níveis de potássio. Após o diagnóstico bioquímico de hiperaldosteronismo primário (relação aldosterona/renina elevada) e a localização do adenoma por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, a etapa seguinte é a confirmação funcional da lateralidade, muitas vezes com cateterismo das veias adrenais. Uma vez que um aldosteronoma unilateral é diagnosticado e localizado, a remoção cirúrgica é a terapia de escolha. A adrenalectomia unilateral, preferencialmente por via laparoscópica, é o tratamento definitivo e curativo para o aldosteronoma. Este procedimento resulta na normalização da pressão arterial em cerca de 50-70% dos pacientes e na correção da hipocalemia em quase todos. Para pacientes com hiperplasia adrenal bilateral ou aqueles que não podem ser submetidos à cirurgia, o tratamento clínico com antagonistas do receptor de mineralocorticoide é a alternativa.
A cirurgia, especificamente a adrenalectomia unilateral, é considerada a melhor forma de tratamento porque remove a fonte de produção excessiva de aldosterona, resultando na cura da hipertensão e da hipocalemia na maioria dos pacientes, eliminando a necessidade de medicação contínua.
O tratamento clínico com antagonistas do receptor de mineralocorticoide (como espironolactona ou eplerenona) é indicado para pacientes com hiperplasia adrenal bilateral, para aqueles que recusam ou não são candidatos à cirurgia, ou em casos de aldosteronoma unilateral onde a cirurgia não é viável.
Os benefícios incluem a cura da hipertensão e hipocalemia, melhorando a qualidade de vida e reduzindo o risco cardiovascular. Os riscos são os inerentes a qualquer procedimento cirúrgico, como sangramento, infecção e lesão de órgãos adjacentes, embora a abordagem laparoscópica minimize muitos deles.
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