PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Paciente foi submetido à cirurgia de colectomia total, ampliada para ressecção de tumor de cólon direito. A cirurgia teve duração de três horas e extravasamento de conteúdo fecal para cavidade abdominal. No pós-operatório em UTI desenvolveu edema em membros inferiores bilateral e bolsa escrotal.Com relação ao estresse cirúrgico, diversos hormônios atuam e regulam a resposta do organismo. Indique, dentre estes, o hormônio responsável por promover a retenção hídrica que gera o edema:
Estresse cirúrgico ativa SRAA → Aldosterona ↑ → Retenção Na+/H2O → Edema pós-operatório.
O estresse cirúrgico, agravado por fatores como infecção (extravasamento fecal), ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). A aldosterona, um mineralocorticoide, atua nos túbulos renais promovendo a reabsorção de sódio e água, resultando em retenção hídrica e formação de edema, comum no pós-operatório de cirurgias de grande porte.
O estresse cirúrgico desencadeia uma complexa resposta neuroendócrina e inflamatória no organismo, visando à manutenção da homeostase e à reparação tecidual. Essa resposta envolve a ativação do sistema nervoso simpático, do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). A aldosterona, um mineralocorticoide produzido pelo córtex adrenal, é um componente chave do SRAA. Sua liberação é estimulada pela angiotensina II (formada a partir da renina) e pelo aumento do potássio sérico. Nos túbulos renais, a aldosterona promove a reabsorção de sódio e água e a excreção de potássio, resultando em retenção hídrica e expansão do volume extracelular. Esse mecanismo é um dos principais responsáveis pelo edema generalizado, incluindo membros inferiores e bolsa escrotal, frequentemente observado no pós-operatório de cirurgias de grande porte ou complicadas por infecção, como no caso de extravasamento fecal. O cortisol, outro hormônio do estresse, também contribui para a retenção de sódio e água, embora em menor grau que a aldosterona, e tem efeitos anti-inflamatórios e metabólicos. As catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) aumentam a frequência cardíaca, pressão arterial e mobilizam glicose. O glucagon atua na gliconeogênese e glicogenólise. Compreender esses mecanismos é vital para o manejo adequado do balanço hídrico e eletrolítico no paciente cirúrgico.
Os principais hormônios incluem catecolaminas, cortisol, glucagon, hormônio antidiurético (ADH) e aldosterona, que atuam para manter a homeostase e mobilizar energia.
A aldosterona aumenta a reabsorção de sódio e água nos túbulos renais, levando à expansão do volume intravascular e extravasamento para o interstício, resultando em edema.
Outros fatores incluem a liberação de ADH (vasopressina), que aumenta a reabsorção de água livre, a resposta inflamatória sistêmica com aumento da permeabilidade capilar e a administração de fluidos intravenosos.
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