Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Considere a gasometria arterial em ar ambiente com os seguintes parâmetros: pH: 7,52; pO₂: 94 mmHg; pCO₂: 22 mmHg e bicarbonato: 20 mEq/L. Tal exame será encontrado com maior probabilidade em:
pH ↑, pCO₂ ↓, HCO₃⁻ normal/↓ = Alcalose Respiratória → Hiperventilação (ansiedade).
A gasometria arterial indica alcalose respiratória (pH elevado e pCO₂ baixo), que é classicamente causada por hiperventilação. Transtornos de ansiedade, como crises de pânico, frequentemente levam à hiperventilação, resultando nesse padrão gasométrico.
A alcalose respiratória é um distúrbio ácido-base comum, caracterizado por um pH arterial elevado e uma pressão parcial de dióxido de carbono (pCO₂) diminuída. Sua identificação correta na gasometria arterial é crucial para o diagnóstico etiológico e manejo adequado, sendo um tema frequente em provas de residência médica. A compreensão dos mecanismos compensatórios renais é fundamental para diferenciar quadros agudos de crônicos. Fisiopatologicamente, a alcalose respiratória resulta da hiperventilação alveolar, que leva à eliminação excessiva de CO₂. Essa redução do CO₂ diminui a concentração de ácido carbônico e, consequentemente, de íons hidrogênio, elevando o pH sanguíneo. Condições como transtornos de ansiedade, hipoxemia, dor e febre são gatilhos comuns para a hiperventilação. O diagnóstico é feito pela análise da gasometria, observando pH > 7,45 e pCO₂ < 35 mmHg. O tratamento da alcalose respiratória foca na causa subjacente. Em casos de ansiedade, técnicas de respiração e sedação leve podem ser úteis. É importante monitorar eletrólitos, especialmente o potássio, que pode diminuir. Para residentes, é essencial saber interpretar a gasometria e associar os achados a quadros clínicos comuns, evitando erros na identificação do distúrbio primário e de sua compensação.
Uma alcalose respiratória é caracterizada por pH elevado (>7,45) e pCO₂ baixo (<35 mmHg). O bicarbonato pode estar normal em casos agudos ou levemente diminuído em casos crônicos devido à compensação renal.
A hiperventilação leva à eliminação excessiva de dióxido de carbono (CO₂), que é um ácido volátil. A diminuição do CO₂ no sangue reduz a concentração de íons hidrogênio, elevando o pH sanguíneo e causando alcalose.
Além da ansiedade e crises de pânico, outras causas incluem hipoxemia (estimulando o centro respiratório), dor, febre, sepse, doenças pulmonares intersticiais, salicilismo e ventilação mecânica excessiva.
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