PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Assinale a causa MAIS provável para os seguintes resultados de exames realizados em sangue arterial: Exames: pH = 5.1; bicarbonato = 36 mEq/L; pCO₂ = 45 mmHg; K+ = 2,3 mEq/L; CI = 88 mEq/L.
Hiperventilação por ansiedade → alcalose respiratória (pH ↑, pCO₂ ↓). Dados da questão são inconsistentes.
Uma crise de ansiedade com hiperventilação tipicamente leva a uma alcalose respiratória, caracterizada por pH elevado e pCO₂ baixo (hipocapnia). Os valores de bicarbonato, potássio e cloreto apresentados na questão não são consistentes com uma alcalose respiratória pura, indicando prováveis erros nos dados fornecidos.
Os distúrbios ácido-base são condições clínicas comuns que exigem uma interpretação cuidadosa da gasometria arterial. A alcalose respiratória é um desequilíbrio caracterizado por um pH sanguíneo elevado e uma pressão parcial de dióxido de carbono (pCO₂) diminuída, resultante da hiperventilação. É importante para residentes reconhecer as causas e a apresentação clínica, especialmente em contextos como crises de ansiedade. A fisiopatologia da alcalose respiratória envolve a eliminação excessiva de CO₂ pelos pulmões, o que reduz a concentração de ácido carbônico e, consequentemente, de íons hidrogênio, elevando o pH. Em casos agudos, o bicarbonato sérico permanece normal ou ligeiramente diminuído por compensação renal. Crises de ansiedade são uma causa comum de hiperventilação, mas outras condições como hipoxemia, dor, febre e doenças pulmonares também podem desencadeá-la. O manejo da alcalose respiratória foca na causa subjacente. Em crises de ansiedade, medidas para acalmar o paciente e controlar a respiração são essenciais. É crucial para o residente saber interpretar corretamente a gasometria, identificando o distúrbio primário e as compensações, e estar ciente de que questões de prova podem apresentar dados inconsistentes, exigindo uma análise crítica e o conhecimento dos padrões esperados para cada distúrbio.
A alcalose respiratória é caracterizada por um pH elevado (>7.45) e uma pCO₂ diminuída (<35 mmHg), devido à eliminação excessiva de CO₂ pela hiperventilação.
A hiperventilação aumenta a frequência e/ou profundidade da respiração, resultando na eliminação excessiva de dióxido de carbono (CO₂), que é um ácido volátil. A redução do CO₂ sanguíneo diminui a concentração de íons hidrogênio, elevando o pH.
Outras causas incluem hipoxemia (estimulando o centro respiratório), dor, febre, sepse, doenças pulmonares (embolia pulmonar, pneumonia), lesões do sistema nervoso central e uso de salicilatos.
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