SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Está correta a associação de gasometria e etiologia em:
Síndrome do pânico → Hiperventilação → ↓pCO2 → Alcalose respiratória (pH ↑, pCO2 ↓, HCO3 normal/levemente ↓).
A síndrome do pânico pode induzir hiperventilação, que leva à eliminação excessiva de dióxido de carbono (pCO2), resultando em alcalose respiratória. Nesses casos, o pH estará elevado, a pCO2 estará baixa, e o bicarbonato (HCO3) pode estar normal ou levemente diminuído se houver alguma compensação metabólica aguda.
A interpretação da gasometria arterial é uma habilidade essencial para qualquer médico, permitindo a avaliação rápida e precisa do equilíbrio ácido-base do paciente. Os distúrbios ácido-base são classificados em acidose/alcalose metabólica ou respiratória, e a identificação da causa primária e da compensação é fundamental para o manejo clínico. A alcalose respiratória é caracterizada por um pH elevado e uma pCO2 baixa, sendo a hiperventilação a causa mais comum. Condições como a síndrome do pânico, ansiedade, dor, hipoxemia e febre podem levar à hiperventilação. No caso da síndrome do pânico, a ansiedade intensa desencadeia um aumento da frequência e profundidade respiratória, resultando na 'lavagem' de CO2. A gasometria arterial reflete essa alteração com um pH alcalino e uma pCO2 reduzida, enquanto o bicarbonato pode estar normal em casos agudos ou levemente diminuído se houver alguma compensação renal incipiente. Para residentes, é crucial não apenas identificar o distúrbio, mas também correlacioná-lo com a etiologia clínica. A compreensão dos mecanismos de compensação respiratória e renal é vital para diferenciar distúrbios primários de mistos. O tratamento da alcalose respiratória foca na causa subjacente, como o controle da ansiedade na síndrome do pânico, para normalizar a ventilação e, consequentemente, o equilíbrio ácido-base.
A síndrome do pânico frequentemente causa hiperventilação, levando à eliminação excessiva de CO2 pelos pulmões. Isso resulta em uma diminuição da pCO2 arterial, elevando o pH sanguíneo e causando alcalose respiratória.
Em um quadro de alcalose respiratória aguda, espera-se um pH elevado (>7.45), uma pCO2 diminuída (<35 mmHg) e um bicarbonato (HCO3) dentro da faixa de normalidade (22-26 mEq/L), pois a compensação renal ainda não teve tempo de ocorrer significativamente.
A compensação renal para a alcalose respiratória envolve a diminuição da reabsorção de bicarbonato e o aumento da excreção de H+. Este processo é mais lento e pode levar horas a dias para se manifestar plenamente, resultando em uma queda do HCO3 para tentar normalizar o pH.
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