Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
Um homem de 64 anos apresenta vômitos prolongados. Ele é submetido a uma esofagogastroduodenoscopia e é diagnosticado como apresentando uma obstrução do escape gástrico. É CORRETO afirmar que a anormalidade metabólica vista nesse tipo de paciente é:
Vômitos prolongados → Alcalose metabólica hipoclorêmica hipocalêmica devido à perda de HCl e volume.
Vômitos prolongados levam à perda de ácido clorídrico (HCl) e volume. A perda de HCl causa alcalose metabólica e hipocloremia. A hipovolemia ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, promovendo a reabsorção de sódio e água em troca de potássio e hidrogênio, exacerbando a hipocalemia e a alcalose.
A alcalose metabólica hipoclorêmica hipocalêmica é uma complicação comum e grave de vômitos prolongados, frequentemente observada em pacientes com obstrução do escape gástrico. Compreender essa anormalidade é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, especialmente em cenários de emergência e terapia intensiva. A rápida correção dos distúrbios eletrolíticos é fundamental para prevenir complicações cardíacas e neurológicas. A fisiopatologia envolve a perda de ácido clorídrico (HCl) e volume. A perda de HCl diretamente contribui para a alcalose e hipocloremia. A hipovolemia subsequente ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, que, por sua vez, aumenta a reabsorção de sódio e água nos túbulos renais, mas à custa da excreção de potássio e íons hidrogênio, exacerbando a hipocalemia e perpetuando a alcalose. A correção da hipovolemia e da hipocloremia com solução salina isotônica é a pedra angular do tratamento, juntamente com a reposição de potássio. O manejo desses pacientes exige monitoramento rigoroso dos eletrólitos séricos e do equilíbrio ácido-base. A identificação e tratamento da causa subjacente da obstrução gástrica são essenciais para a resolução definitiva do quadro. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente essa condição e iniciar a terapia de reposição volêmica e eletrolítica de forma eficaz.
Vômitos prolongados tipicamente levam a alcalose metabólica, hipocloremia e hipocalemia. A perda de ácido clorídrico (HCl) e a contração de volume são os principais fatores.
A obstrução do escape gástrico impede a passagem do conteúdo gástrico para o intestino, levando a vômitos persistentes. Isso resulta na perda de HCl do estômago, elevando o pH sanguíneo e causando alcalose metabólica.
A hipovolemia resultante dos vômitos ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona. O aldosterona promove a reabsorção de sódio e água nos túbulos renais em troca da excreção de potássio e íons hidrogênio, o que agrava a hipocalemia e perpetua a alcalose metabólica.
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