Obstrução Pilórica: Distúrbio Eletrolítico e Fisiopatologia

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Pacientes portadores de ulceração duodenal aguda podem desenvolver na história natural da doença obstrução pilórica e cursar com vômitos frequentes, o que ocasiona um distúrbio na homeostase destes pacientes. Das alternativas a seguir, qual o distúrbio associado a esse quadro?

Alternativas

  1. A) Alcalose metabólica hipoclorêmica hipocalêmica.
  2. B) Acidose metabólica hipoclorêmica hipernatrêmica.
  3. C) Acidose metabólica hiperclorêmica hipercalêmica.
  4. D) Alcalose metabólica hiperclorêmica hiponatrêmica.
  5. E) Alcalose respiratória hipocarbônica hipercalêmica.

Pérola Clínica

Vômitos persistentes por obstrução pilórica → Alcalose metabólica hipoclorêmica hipocalêmica.

Resumo-Chave

Vômitos gástricos levam à perda de HCl (ácido clorídrico), resultando em alcalose metabólica. A perda de volume estimula o sistema renina-angiotensina-aldosterona, que promove a reabsorção de sódio em troca de potássio e hidrogênio, exacerbando a hipocalemia e a alcalose.

Contexto Educacional

A obstrução pilórica, frequentemente causada por úlceras duodenais agudas ou estenoses benignas/malignas, é uma condição que impede o esvaziamento gástrico. Sua importância clínica reside na capacidade de gerar distúrbios hidroeletrolíticos graves e desnutrição, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico comum em emergências. A fisiopatologia dos distúrbios eletrolíticos em pacientes com obstrução pilórica e vômitos persistentes é complexa. A perda de ácido clorídrico (HCl) leva à alcalose metabólica. A depleção de volume resultante ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, que promove a reabsorção de sódio e bicarbonato, enquanto aumenta a excreção de potássio e hidrogênio na urina, perpetuando a alcalose e a hipocalemia. O tratamento envolve a descompressão gástrica (sonda nasogástrica), correção dos distúrbios hidroeletrolíticos com fluidos intravenosos (solução salina para repor cloreto) e potássio, e o manejo da causa subjacente da obstrução, que pode ser cirúrgico ou endoscópico. A monitorização cuidadosa dos eletrólitos é crucial para evitar complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais distúrbios eletrolíticos associados a vômitos persistentes?

Vômitos persistentes, especialmente em casos de obstrução pilórica, levam primariamente à alcalose metabólica, hipocloremia e hipocalemia devido à perda de ácido clorídrico e volume.

Por que a obstrução pilórica causa alcalose metabólica?

A obstrução pilórica impede a passagem do conteúdo gástrico, levando a vômitos de suco gástrico rico em HCl. A perda de H+ e Cl- resulta em alcalose metabólica, que é agravada pela contração de volume e aumento da reabsorção de bicarbonato renal.

Como a hipocalemia se desenvolve em pacientes com vômitos crônicos?

A hipocalemia ocorre devido à perda direta de potássio nos vômitos e, principalmente, pela ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona em resposta à depleção de volume. O aldosterona promove a excreção renal de potássio em troca de sódio.

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