HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
Pacientes portadores de ulceração duodenal aguda podem desenvolver na história natural da doença obstrução pilórica e cursar com vômitos frequentes, o que ocasiona um distúrbio na homeostase destes pacientes. Das alternativas a seguir, qual o distúrbio associado a esse quadro?
Vômitos persistentes por obstrução pilórica → Alcalose metabólica hipoclorêmica hipocalêmica.
Vômitos gástricos levam à perda de HCl (ácido clorídrico), resultando em alcalose metabólica. A perda de volume estimula o sistema renina-angiotensina-aldosterona, que promove a reabsorção de sódio em troca de potássio e hidrogênio, exacerbando a hipocalemia e a alcalose.
A obstrução pilórica, frequentemente causada por úlceras duodenais agudas ou estenoses benignas/malignas, é uma condição que impede o esvaziamento gástrico. Sua importância clínica reside na capacidade de gerar distúrbios hidroeletrolíticos graves e desnutrição, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico comum em emergências. A fisiopatologia dos distúrbios eletrolíticos em pacientes com obstrução pilórica e vômitos persistentes é complexa. A perda de ácido clorídrico (HCl) leva à alcalose metabólica. A depleção de volume resultante ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona, que promove a reabsorção de sódio e bicarbonato, enquanto aumenta a excreção de potássio e hidrogênio na urina, perpetuando a alcalose e a hipocalemia. O tratamento envolve a descompressão gástrica (sonda nasogástrica), correção dos distúrbios hidroeletrolíticos com fluidos intravenosos (solução salina para repor cloreto) e potássio, e o manejo da causa subjacente da obstrução, que pode ser cirúrgico ou endoscópico. A monitorização cuidadosa dos eletrólitos é crucial para evitar complicações.
Vômitos persistentes, especialmente em casos de obstrução pilórica, levam primariamente à alcalose metabólica, hipocloremia e hipocalemia devido à perda de ácido clorídrico e volume.
A obstrução pilórica impede a passagem do conteúdo gástrico, levando a vômitos de suco gástrico rico em HCl. A perda de H+ e Cl- resulta em alcalose metabólica, que é agravada pela contração de volume e aumento da reabsorção de bicarbonato renal.
A hipocalemia ocorre devido à perda direta de potássio nos vômitos e, principalmente, pela ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona em resposta à depleção de volume. O aldosterona promove a excreção renal de potássio em troca de sódio.
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