CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
O eletrólito mais importante na avaliação da causa da alcalose metabólica é:
Cloro urinário é essencial para diferenciar alcalose metabólica responsiva a salina (Cl urinário baixo) de resistente (Cl urinário alto).
O cloro urinário é o eletrólito mais importante na avaliação da alcalose metabólica porque permite classificar a condição em responsiva ou resistente à salina. Valores baixos (<10-20 mEq/L) indicam responsividade à salina, enquanto valores altos sugerem resistência.
A alcalose metabólica é um distúrbio ácido-base caracterizado por um aumento primário do bicarbonato sérico e um pH sanguíneo elevado. É uma condição comum em ambientes clínicos e pode ser causada por uma variedade de fatores, desde perdas gastrointestinais de ácido até o uso de diuréticos e distúrbios endócrinos. A compreensão de sua fisiopatologia e a abordagem diagnóstica são cruciais para o manejo adequado. A fisiopatologia da alcalose metabólica envolve mecanismos que geram e mantêm o excesso de bicarbonato. A avaliação diagnóstica é guiada pela história clínica e pelos eletrólitos séricos, mas o eletrólito mais importante para determinar a causa subjacente é o cloro urinário. Ele permite diferenciar entre a alcalose responsiva à salina (associada à depleção de volume e hipocloremia, com cloro urinário baixo) e a alcalose resistente à salina (associada a estados de excesso mineralocorticoide ou outras condições, com cloro urinário alto). O tratamento da alcalose metabólica depende da sua causa. Para a alcalose responsiva à salina, a reposição de volume com cloreto de sódio é a pedra angular da terapia, corrigindo a hipovolemia e a hipocloremia. Para a alcalose resistente à salina, o tratamento visa a condição subjacente, como a correção do hiperaldosteronismo. O prognóstico está diretamente relacionado à identificação e tratamento eficaz da causa primária.
As principais causas incluem perda de ácido (vômitos, diuréticos), excesso de mineralocorticoides, e administração de álcalis. O cloro urinário ajuda a diferenciar as causas.
O cloro urinário baixo (<10-20 mEq/L) indica alcalose responsiva à salina (ex: vômitos, diuréticos), enquanto o cloro urinário alto (>20 mEq/L) sugere alcalose resistente à salina (ex: hiperaldosteronismo primário).
A conduta inicial para alcalose metabólica responsiva à salina é a reposição volêmica com solução salina isotônica (NaCl 0,9%), que corrige a hipovolemia e a hipocloremia.
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