PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Com relação a utilização da albumina humana endovenosa na Síndrome Nefrótica Idiopática, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas alternativas a seguir. ( ) Hipoalbuminemia. ( ) Derrame pleural importante comprometendo a respiração. ( ) Edema genital importante. ( ) Oligúria, hemoconcentração e IRA pré-renal.
Albumina IV na Síndrome Nefrótica: Indicada para edema grave com comprometimento funcional (respiratório, genital) ou IRA pré-renal por hipovolemia.
A albumina humana endovenosa na Síndrome Nefrótica Idiopática não é usada para corrigir a hipoalbuminemia per se, mas sim para tratar complicações graves do edema, como comprometimento respiratório, edema genital incapacitante, ou lesão renal aguda pré-renal secundária à hipovolemia intravascular.
A Síndrome Nefrótica Idiopática é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. Embora a hipoalbuminemia seja uma marca registrada da doença, a administração rotineira de albumina humana endovenosa para corrigi-la não é recomendada, pois a albumina infundida é rapidamente perdida na urina devido à proteinúria persistente, tornando o efeito transitório e o custo-benefício desfavorável. No entanto, a albumina IV tem indicações precisas e importantes no manejo das complicações graves da Síndrome Nefrótica. Ela é utilizada em situações de edema grave que compromete funções vitais, como derrame pleural significativo que causa dificuldade respiratória, ou edema genital/escrotal/labial tão intenso que impede a deambulação ou causa risco de ruptura cutânea. Além disso, a albumina IV é crucial no tratamento da hipovolemia intravascular, que pode ocorrer paradoxalmente na Síndrome Nefrótica apesar do edema generalizado. Essa hipovolemia pode levar a oligúria, hemoconcentração e lesão renal aguda pré-renal. Nesses casos, a administração de albumina, frequentemente combinada com diuréticos, ajuda a expandir o volume intravascular, melhorar a perfusão renal e mobilizar o líquido do terceiro espaço, aliviando os sintomas e prevenindo danos renais. Residentes devem discernir as indicações corretas para otimizar o tratamento e evitar o uso desnecessário.
As principais indicações incluem edema grave com comprometimento funcional (ex: derrame pleural com dificuldade respiratória, edema genital incapacitante), hipovolemia intravascular sintomática que leva a oligúria e lesão renal aguda pré-renal, e choque.
A albumina infundida seria rapidamente perdida na urina devido à proteinúria maciça característica da síndrome nefrótica, tornando a correção da hipoalbuminemia transitória e ineficaz a longo prazo sem tratar a causa subjacente.
A albumina IV aumenta a pressão oncótica intravascular, mobilizando o líquido do espaço intersticial para o intravascular, o que ajuda a reduzir o edema e a restaurar o volume circulante efetivo, melhorando a perfusão renal em casos de hipovolemia.
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