HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
A aorta pode sofrer ruptura completa ou incompleta após trauma torácico contuso ou penetrante. No caso de trauma torácico contuso em um condutor de veículo jovem, vítima de acidente automobilístico frontal, sem dispositivos de contenção, deve-se suspeitar de trauma aórtico em qual das situações abaixo?
Trauma torácico de alta energia + alargamento de mediastino no RX de tórax → alta suspeita de lesão aórtica, exigindo angio-TC.
O alargamento do mediastino (>8 cm na radiografia em AP supino) é o achado mais sensível para lesão aórtica traumática. Ele indica um hematoma mediastinal, consequência do sangramento aórtico, e é uma indicação formal para investigação imediata com angiotomografia de tórax para confirmação diagnóstica.
A lesão traumática da aorta torácica é uma condição de alta mortalidade, frequentemente associada a traumas contusos de alta energia, como acidentes automobilísticos com desaceleração súbita. A maioria das vítimas morre no local do acidente, mas aquelas que chegam vivas ao hospital têm uma chance de sobrevida se o diagnóstico for rápido e o tratamento, imediato. A suspeita clínica é fundamental em qualquer paciente com mecanismo de trauma compatível. A avaliação inicial no departamento de emergência segue o protocolo ATLS. Na avaliação secundária, a radiografia de tórax em anteroposterior (AP) é um exame de triagem crucial. O alargamento do mediastino é o achado mais comum e sensível, embora não seja específico, podendo ser causado por outros fatores como técnica radiográfica inadequada ou hematomas de outras origens. Outros sinais, como a perda do contorno aórtico, devem aumentar ainda mais o índice de suspeita. Diante da suspeita radiológica ou de um forte mecanismo de trauma, a angio-TC de tórax é mandatória para confirmar ou excluir a lesão. O tratamento evoluiu significativamente, com a reparação endovascular da aorta torácica (TEVAR) tornando-se a abordagem de primeira linha na maioria dos centros, por ser menos invasiva e ter menor morbimortalidade em comparação com a cirurgia aberta (toracotomia com reparo direto).
Os sinais clássicos incluem: alargamento do mediastino (>8 cm), obliteração do botão aórtico, desvio da traqueia para a direita, rebaixamento do brônquio fonte esquerdo, alargamento da linha paravertebral e presença de um 'apical cap' (hematoma sobre o ápice pulmonar esquerdo).
A angiotomografia computadorizada (angio-TC) de tórax é o método diagnóstico de escolha. Possui alta sensibilidade e especificidade, permite localizar e graduar a lesão, e ajuda no planejamento terapêutico, seja ele endovascular (TEVAR) ou cirúrgico aberto.
O istmo aórtico, localizado logo após a emergência da artéria subclávia esquerda, é um ponto de transição entre o arco aórtico (relativamente fixo pelos vasos da base) e a aorta descendente (mais móvel). Em uma desaceleração súbita, forças de cisalhamento intensas se concentram nesse ponto, levando à ruptura.
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