Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
O ajuste da titulação da dose de insulina é realizada com base na glicemia de jejum e nos resultados das glicemias capilares pré e pós-prandiais ao longo do dia, assim somente está ERRADO que:
Insulinas de ação rápida/ultrarrápida são ajustadas por glicemias pré-prandiais e pós-prandiais, não apenas pré-prandiais.
O ajuste da insulina de ação rápida ou ultrarrápida (bolus prandial) deve considerar tanto as glicemias pré-prandiais (para determinar a dose que cobrirá a refeição seguinte) quanto as pós-prandiais (para avaliar a adequação da dose da refeição anterior e corrigir hiperglicemias). A afirmação de que o ajuste é feito "apenas" com base nas glicemias pré-prandiais está incorreta.
O manejo do diabetes mellitus, especialmente em pacientes que necessitam de insulinoterapia, exige uma compreensão aprofundada dos diferentes tipos de insulina e das estratégias de ajuste de dose. A titulação da insulina é um processo dinâmico que visa alcançar o controle glicêmico ideal, minimizando o risco de hipoglicemia e complicações a longo prazo. É um pilar fundamental na educação de residentes e profissionais de saúde. O ajuste da dose de insulina é guiado pela monitorização da glicemia capilar, incluindo a glicemia de jejum e as glicemias pré e pós-prandiais. A insulina NPH, uma insulina de ação intermediária, tem sua dose noturna ajustada pela glicemia de jejum do dia seguinte, enquanto as doses diurnas podem ser ajustadas pelas glicemias pré-prandiais subsequentes. Análogos de insulina basal, como glargina e detemir, que possuem um perfil de ação mais estável e prolongado, são ajustados principalmente pela glicemia de jejum, com reavaliações a cada 5 a 7 dias para permitir a estabilização. Para as insulinas de ação rápida ou ultrarrápida (bolus prandial), o ajuste é mais complexo e deve considerar múltiplos fatores. Embora as glicemias pré-prandiais sejam importantes para determinar a dose inicial que cobrirá a refeição, as glicemias pós-prandiais (geralmente 2 horas após a refeição) são igualmente essenciais. Elas fornecem feedback sobre a eficácia da dose administrada para aquela refeição específica e permitem correções para futuras doses, garantindo um controle glicêmico mais preciso e evitando picos de hiperglicemia. Portanto, basear o ajuste apenas nas glicemias pré-prandiais é uma abordagem incompleta e inadequada.
A dose de insulina NPH administrada ao deitar é ajustada principalmente com base nos valores da glicemia de jejum do dia seguinte, visando controlar a produção hepática de glicose durante a noite.
O ajuste das doses de insulina, especialmente as basais, geralmente é feito a cada 3 a 7 dias, permitindo que o corpo se adapte à nova dose e evitando flutuações excessivas. Insulinas prandiais podem ser ajustadas mais frequentemente.
As glicemias pós-prandiais são cruciais para avaliar a adequação da dose de insulina de ação rápida ou ultrarrápida administrada antes da refeição, indicando se a dose foi suficiente para cobrir os carboidratos ingeridos e corrigir hiperglicemias.
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