SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2015
Qual o antibiótico abaixo não necessita ajuste para a função renal?
Clindamicina não necessita ajuste renal → metabolismo primariamente hepático.
A maioria dos antibióticos é eliminada por via renal e, portanto, requer ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal para evitar toxicidade e acúmulo. No entanto, alguns antibióticos, como a clindamicina, são predominantemente metabolizados e eliminados pelo fígado, não necessitando de ajuste de dose na disfunção renal.
O ajuste de dose de medicamentos em pacientes com insuficiência renal é uma prática clínica fundamental para garantir a eficácia terapêutica e minimizar a toxicidade. A maioria dos antibióticos é eliminada total ou parcialmente pelos rins, exigindo modificações na dose ou no intervalo de administração quando a função renal está comprometida. A avaliação da função renal, geralmente pela taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) ou depuração de creatinina, é crucial para essa decisão. No entanto, existem exceções importantes. Antibióticos que são predominantemente metabolizados e eliminados pelo fígado não necessitam de ajuste de dose em caso de disfunção renal isolada. A clindamicina é um exemplo clássico, sendo amplamente utilizada em infecções por anaeróbios e Gram-positivos, e sua farmacocinética é pouco afetada pela função renal. Outros exemplos incluem doxiciclina e metronidazol. Para residentes, o conhecimento sobre a via de eliminação dos principais antibióticos é indispensável. Em situações de prova e na prática clínica, identificar os antibióticos que não requerem ajuste renal demonstra um entendimento aprofundado da farmacologia e evita erros que podem comprometer a segurança do paciente. Dominar esses conceitos é vital para a prescrição racional de antimicrobianos e para a preparação para exames de residência em diversas especialidades, como clínica médica, infectologia e terapia intensiva.
A clindamicina é metabolizada principalmente no fígado, com seus metabólitos sendo excretados pela bile e fezes. Apenas uma pequena fração da droga inalterada é eliminada pelos rins, o que significa que a função renal comprometida não afeta significativamente sua depuração.
Além da clindamicina, outros antibióticos com eliminação predominantemente hepática incluem metronidazol, doxiciclina, azitromicina (parcialmente), rifampicina e alguns antifúngicos como fluconazol (embora este tenha excreção renal significativa, o ajuste é menos drástico que outros).
Não ajustar a dose de antibióticos eliminados renalmente em pacientes com insuficiência renal pode levar ao acúmulo do fármaco, resultando em toxicidade (nefrotoxicidade, ototoxicidade, neurotoxicidade, etc.) e aumento dos efeitos adversos, sem benefício terapêutico adicional.
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