AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
São antibióticos que exigem ajuste de dose por insuficiência hepática ou renal, EXCETO:
Azitromicina não exige ajuste de dose significativo em insuficiência hepática/renal leve a moderada.
A azitromicina, um macrolídeo, tem excreção predominantemente biliar e não requer ajuste de dose em casos de insuficiência hepática ou renal leve a moderada, ao contrário de muitos outros antibióticos que dependem da função renal (como meropenem e vancomicina) ou hepática (como metronidazol) para sua eliminação.
O ajuste de dose de antibióticos em pacientes com insuficiência hepática ou renal é um pilar fundamental da farmacologia clínica, visando otimizar a eficácia terapêutica e minimizar a toxicidade. A função renal e hepática são as principais vias de eliminação e metabolização da maioria dos fármacos, e sua disfunção pode levar ao acúmulo de medicamentos. Antibióticos como meropenem e vancomicina são predominantemente eliminados por via renal, exigindo cuidadoso ajuste de dose com base na taxa de filtração glomerular. O metronidazol, por sua vez, é extensivamente metabolizado no fígado, tornando o ajuste de dose crucial em casos de insuficiência hepática grave para prevenir efeitos adversos. A azitromicina se destaca por não exigir ajuste de dose significativo em insuficiência hepática ou renal leve a moderada, devido à sua excreção primariamente biliar e à sua farmacocinética favorável. Conhecer as particularidades de cada antibiótico é essencial para a prática clínica segura e eficaz, especialmente em populações vulneráveis como pacientes com disfunção orgânica.
Muitos antibióticos, como penicilinas, cefalosporinas (incluindo meropenem) e aminoglicosídeos, são eliminados predominantemente pelos rins e requerem ajuste de dose em insuficiência renal.
O metronidazol é metabolizado no fígado, portanto, pacientes com insuficiência hepática grave podem necessitar de ajuste de dose para evitar acúmulo e toxicidade.
A azitromicina possui excreção primariamente biliar e uma pequena fração é eliminada pelos rins, o que a torna relativamente segura em pacientes com disfunção renal ou hepática leve a moderada, sem necessidade de ajuste significativo.
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