UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
A proteína responsável pela ligação "plaqueta-plaqueta", através de pontes com fibrinogênio ou fator de von Willebrand, é:
Glicoproteína IIB/IIIA = receptor plaquetário essencial para agregação plaqueta-plaqueta via fibrinogênio/FvW.
A glicoproteína IIB/IIIA (GP IIb/IIIa) é um receptor de superfície presente nas plaquetas ativadas. Ela desempenha um papel central na agregação plaquetária, ligando-se ao fibrinogênio e ao fator de von Willebrand (FvW), formando pontes entre plaquetas e permitindo a formação do tampão plaquetário. Essa interação é fundamental para a hemostasia primária.
A hemostasia é um processo fisiológico complexo que visa manter a integridade vascular, prevenindo sangramentos excessivos e tromboses. Ela é dividida em hemostasia primária, que envolve as plaquetas e o vaso sanguíneo, e hemostasia secundária, que se refere à cascata de coagulação. A agregação plaquetária é um evento central na hemostasia primária, onde as plaquetas se unem para formar um tampão no local da lesão vascular. A glicoproteína IIB/IIIA (GP IIb/IIIa), também conhecida como integrina αIIbβ3, é o receptor mais abundante na superfície das plaquetas ativadas. Sua função é crucial: ela se liga a proteínas adesivas como o fibrinogênio e o fator de von Willebrand (FvW), que atuam como "pontes" entre as plaquetas, permitindo que elas se agreguem umas às outras. Essa ligação é essencial para a formação de um tampão plaquetário estável e para a consolidação do coágulo. O entendimento da GP IIb/IIIa é fundamental na prática clínica, especialmente na cardiologia. Fármacos antiagregantes plaquetários, como os inibidores da GP IIb/IIIa (ex: abciximab, eptifibatide, tirofiban), são utilizados para prevenir eventos trombóticos em pacientes com síndromes coronarianas agudas ou submetidos a intervenções coronarianas percutâneas. A deficiência congênita dessa glicoproteína resulta na trombastenia de Glanzmann, uma doença hemorrágica grave.
A glicoproteína IIB/IIIA é um receptor de superfície nas plaquetas ativadas que se liga ao fibrinogênio e ao fator de von Willebrand, formando pontes entre as plaquetas e promovendo a agregação plaquetária.
Ao facilitar a ligação entre plaquetas através do fibrinogênio e do fator de von Willebrand, a GP IIb/IIIa é essencial para a formação do tampão plaquetário, que é a primeira etapa da hemostasia primária para conter sangramentos.
A disfunção congênita da GP IIb/IIIa causa a trombastenia de Glanzmann, uma doença hemorrágica. Farmacologicamente, inibidores da GP IIb/IIIa são usados como antiagregantes plaquetários em síndromes coronarianas agudas para prevenir trombose.
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