HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Paciente de 72 anos, hipertenso, diabético tipo II (DM2), obesidade grau I e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. Está em acompanhamento ambulatorial de suas comorbidades. Atualmente sem queixas. Em uso de: losartana 50 mg 12/12 horas, metformina 500 mg 12/12 horas, dapagliflozina 10 mg 1x por dia, AAS 100 mg 1x por dia, rosuvastatina 20 mg 1x por dia. Exame físico sem alterações.Assinale a alternativa correta sobre o uso de agonista do receptor do GLP-1 nesse indivíduo.
Agonistas GLP-1 RAs em DM2 com DCV aterosclerótica → ↓ eventos CV, ↓ peso, ↓ PA, baixo risco hipoglicemia.
Agonistas do receptor de GLP-1 (GLP-1 RAs) são uma classe de medicamentos essenciais para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. Além do controle glicêmico, eles oferecem benefícios cardiovasculares e renais, incluindo uma discreta redução da pressão arterial sistólica e um baixo risco de hipoglicemia, especialmente quando combinados com metformina e inibidores SGLT2.
Os agonistas do receptor de GLP-1 (GLP-1 RAs) representam uma classe terapêutica fundamental no manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), especialmente em pacientes com alto risco cardiovascular ou doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida. Sua importância reside não apenas no controle glicêmico, mas também nos robustos benefícios cardiovasculares e renais demonstrados em grandes estudos de desfechos, tornando-os uma escolha preferencial para muitos pacientes. O mecanismo de ação dos GLP-1 RAs envolve a potencialização da secreção de insulina de forma glicose-dependente, supressão do glucagon, retardo do esvaziamento gástrico e promoção da saciedade. Esses efeitos contribuem para a redução da glicemia, perda de peso e, crucialmente, para a redução da pressão arterial sistólica, um fator de risco cardiovascular modificável. A combinação com inibidores SGLT2, como a dapagliflozina, pode potencializar os benefícios cardiorrenais. Além da redução da pressão arterial, os GLP-1 RAs demonstraram reduzir eventos cardiovasculares maiores e hospitalizações por insuficiência cardíaca. O risco de hipoglicemia é baixo, tornando-os uma opção segura em combinação com outras medicações, exceto sulfonilureias e insulina, onde o ajuste de dose pode ser necessário. Embora possuam efeitos nefroprotetores, sua indicação para pacientes com taxa de filtração glomerular (TFG) muito baixa (<15 mL/min/1,73 m²) deve ser avaliada individualmente, pois alguns podem ter contraindicações ou necessitar de ajuste de dose específico.
Os agonistas do receptor de GLP-1 demonstraram reduzir eventos cardiovasculares maiores (MACE), hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com DM2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou alto risco.
Não, os agonistas do receptor de GLP-1 têm um baixo risco de causar hipoglicemia, especialmente quando usados em monoterapia ou em combinação com metformina e inibidores SGLT2, devido ao seu mecanismo de ação glicose-dependente. O risco aumenta se combinados com sulfonilureias ou insulina.
Os agonistas do receptor de GLP-1 podem causar uma discreta, mas clinicamente relevante, redução da pressão arterial sistólica e diastólica, contribuindo para a proteção cardiovascular geral.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo